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Mostrando postagens de Fevereiro 18, 2008

No extenso horizonte sangue

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no extenso horizonte-sangue que desenha-se ao longe enxergo-me nu. desnorteado. desordenado. fugindo de mim no espaço. e no vôo rasante rasgo o céu diamante. esbarro nas tintas d'aquarela-aurora. por horas fico suspenso. o globo corroendo minha coluna. com seu peso. desacordo. enxergo dentro de mim. minhas entranhas podres. arranco-as fora: fígado. baço. intestinos. e poluo os oceanos. pendente. com min'alma nas mãos. sou vil amante do caos. da solidão. de perto transmutado. dilacerado. desfigurado. no extenso horizonte-morte. a escuridão escondeu minha face. estou cego debatendo-me em trevas. fugindo de mim no espaço. * Acesse  o e-book  Palavras de pedra e cal  e leia outros poemas de Pedro Fernandes.