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Mostrando postagens de Julho 30, 2008

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encontrei-me nu. criança sob uma abóbada celeste chumbo num futuro passado a limpo distante alheio a mim mesmo. divaguei e divaguei nas capoeiras rotas poeirentas, amareladas, por vezes escura, vestida de morte. desterros. no céu cinza escarlate um passado futuro desatado, distante desdobra-se em gotas de estrelas escusas, alheias a mim. quisera reverter a abóbada celeste a abóbada do meu pensamento dissecar todo o lamento em fúria da natureza escura, morta. re(ver) o azul celeste que carrego na abóbada do meu pensamento. ex(por) o brilho vivo das estrelas. acalentar o lamento fúria da natureza vê-la em colorido, forma viva. *  Este poema foi publicado inicialmente no site Jornal de Poesias e Garganta da Serpente.  Acesse  o e-book  Palavras de pedra e cal  e leia outros poemas de Pedro Fernandes.