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Mostrando postagens de Fevereiro 3, 2009

“Ridendo castigat mores” – Gil Vicente, o pai do teatro português

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Todo o Mundo – folgo muito d’enganar e mentir nasceu comigo. Ninguém – Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. (Berzebu para Dinato) Berzebu – Ora escreve lá, compadre. Não sejas tu preguiçoso! Dinato – Quê? Berzebu – Que Todo o Mundo é mentiroso e Ninguém diz a verdade. (Gil Vicente, Auto da Lusitânia ) Não é redundante afirmar que o caráter da literatura, dentre vários outros, é o do desvelo para com as questões que regem a realidade empírica. Mas do que isso é o teatro de Gil Vicente. Ao passo que figura o desvelo, figura também certa “denúncia” da sociedade da qual fazia parte. Uma sociedade predominantemente voltada aos ricos e à marginalização dos pobres. Uma sociedade que até hoje permanece abarcada pela hipocrisia. Mesmo sendo incertas as datas de seu nascimento e morte, é sabido que Gil Vicente viveu durante o reinado de D João II. Testemunhou a aventura portuguesa das grandes navegações e grandes descobertas ultramar

José Lino Grünewald, José Lino, Zé Lino, Zèlino ou Zelino

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“Todos os dias, antes de sair de casa, o José Lingo Grünewald vai ao guarda-roupa e apanha uma pose. Não uma pose qualquer, intranscendente. O neopagão não se pode comportar como um vago e convencional pai de família. A pose que ele veste, calça e abotoa é a de um cínico, de um amoral, de um perverso. Por outro lado, a soma dos dados já referidos ― neopagão, poeta concreto e amigo de Ezra Pound ― sugere não sei que abjeções inenarráveis.” (Nelson Rodrigues, “O aniversariante”) José Lino Grünewald, início dos anos 1960. Foto: Augusto de Campos.   O estranho no ninho. Assim se poderia definir a presença de José Lino Grünewald entre os concretistas. Não pelos distanciamentos entre ele e os nomes do movimento vanguardista; não que sua obra deixasse de se ligar abertamente ao estilo e à criatividade desse grupo. É que numa vanguarda genuinamente paulista, este foi o único participante vindo de fora. O autor de Escreviver nasceu no Rio de Janeiro a 13 de fevereiro de 1931 e foi com Wlad