Chico Buarque


Novamente ponho meu Saramago na estante para dá lugar a outro escritor; já muitas vezes o fiz isso desde que me decidi por estudar o escritor português, em meados de 2006. Se não me perco nas contas e na sequência foi para falar de Carlos Drummond, depois de João Cabral de Melo Neto, Auta de Souza, e mais recente, Jorge Amado; enfim, tenho estado a passear por outros nomes tão importantes quanto o nosso Nobel. Agora, é para falar de Chico Buarque, ao preparar uma fala para um congresso que terá lugar em finais de abril desse ano em Recife. E por está entretido em Chico por esses dias quero deixar alguns dados sobre esse escritor, já eleito pela crítica estrangeira, o nosso Kafka.

Vale salientar que Chico - como é sabido de todo o público nacional - começa pela música e desde então tem sido senhor de uma vasta obra - seja pelas peças teatrais, seja pelos romances, estes iniciados sua safra em princípios da década de 1990, quando da publicação de Estorvo, considerado oficialmente seu primeiro romance.

Mas suas publicações segundo os dados cronológicos de sua biografia dão contas de que ele se põe a escrever já desde 1961, quando publica suas primeiras crônicas no jornal Verbâmides, do Colégio Santa Cruz e tem uma novela de estreia, Fazenda modelo, publicada em 1974. No repertório das obras, há também um Chico para crianças, Chapeuzinho amarelo, ilustrado pelo mestre Ziraldo, publicado em 1979. Da leva de romances, vem, depois de Estorvo, Benjamim, Budapeste (seu maior sucesso) e, recentemente, em 2009, Leite derramado (associado, pelo engenho de criação do narrador, o já famoso Eulálio d'Assumpção, aos narradores machadianos de Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro.

Ligações a esta post:
Leia texto de Leyla-Perrone Moisés acerca do recente livro de Chico Buarque, Leite derramado, aqui.
Leia texto de José Saramago acerca do escritor brasileiro e de seu romance, Budapeste, aqui.

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