Revista Oeste



Apesar dos atropelos marcados pelo excesso de atividades e curto tempo para todas elas,  posso comentar brevemente sobre a edição recente da Oeste - Revista do Instituto Cultural Potiguar. A apresentação desse número marca um renascimento do periódico e das atividades do ICOP cuja data foi assinalada no dia 7 de maio de 2010, em Mossoró, com uma atividade que contou com autores que escrevem para esta edição ora publicada e os que estão à frente do projeto.

Recebi a revista na tarde de sexta-feira, 14 de maio, na Poty Livros de Mossoró, no belo espaço vizinho ao Teatro Municipal (que lugar bom de estar!); encontrei as figuras de David Leite, vice-presidente do Instituto, do poeta Clauder Arcanjo e dos escritores José Nicodemos e Rodrigues da Costa. Não preciso acentuar mais nada sobre o reencontro.

Devo apenas dizer sobre a edição, que, para uma revista já em idade adulta - afinal sua primeira edição veio a lume em 1958 - ficou primorosa. De fôlego renovado, certamente. Visualidade rica. Conteúdo de igual natureza. Oeste reúne de tudo um pouco: conto, crônica, ensaio e poemas. E chamo atenção para alguns textos que tive oportunidade de ler e merece a primeira atenção do leitor: o conto "Pequeno ensaio sobre a riqueza", de Mário Gerson, o ensaio "Os sertões: onde as palavras viram  coisas", de Leontino Filho e os poemas de Clauder Arcanjo, Paulo de Tarso Correia de Melo e Demétrio Diniz. Na revista, contribuo com o ensaio Um farol na noite, um conjunto de notas em que reflito sobre os cursos de Letras e seus papeis nesse novo cenário de movência.

Enfim, só resta sublinha a importância desse gesto protagonizado pelos organizadores; essa retomada só vem engrandecer os cenários da cultura e da arte em meios onde tais elementos são tão escassos devem ser aplaudidos de pé.


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