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Mostrando postagens de 2017

Boletim Letras 360º #249

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Os cheiros do fim de ano estão no ar. E, em nossa página no Facebook, já queremos saber qual livro marcou em 2017 você e por quê. As respostas serão compiladas numa lista de melhores do ano dos nossos leitores, tal como fizemos no ano anterior. Também no Instagram, iniciamos as dicas de presentes de fim de ano — livros, é claro! A seguir as notícias que copiamos em nossa página no Facebook. 

Segunda-feira, 11/12
>>> Brasil: Um novo projeto editorial para a obra de Clarice Lispector
Já havíamos noticiado da ideia da Editora Rocco depois do sucesso de vendas com a edição Todos os contos de reunir as crônicas da escritora numa obra semelhante. Depois a ideia de reunir a obra em caixas. E agora, eis que vem a lume um novo projeto gráfico e editorial para a obra de Lispector. Felicidade clandestina, Água viva, A paixão segundo G.H. e Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres são os primeiros títulos de ordem minimalista apresentados exclusivamente na Livraria Cultura.
>>> …

As obras de Cortázar que terminaram no lixo

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Por María Laura Avignolo

O sino da igreja medieval de Notre Dame de Pietá marca as horas, sem peregrinos. É o único som que rompe o silêncio outonal em Saigon, um povoado preso entre as rochas da Provence francesa, mergulhado num profundo sono. A agência dos correios agora está fechada, mas graças à sua luta, Martine Veyron, é uma sua representante que faz existir ainda a presença de um carteiro no lugar. Ela foi quem lutou para que o único ponto de contato entre Saigon e o resto do mundo continuasse sendo o pilar desta comunidade de mil habitantes no verão que se reduz a menos de seis centenas no inverno. E Julio Cortázar haveria apoiado.
Em “La Poste” (o correio) se iniciou o vínculo entre Julio Cortázar e Saigon, seu secreto e pequeno esconderijo. Entre ele e seus habitantes, que ainda recordam-no como um gigante de dois metros que caminhava a grandes passos, falava com todos e gastava uma hora de sua casa – na periferia do povoado – aos correios, onde ia buscar e entregar suas cor…

Diva Cunha: a viva carne da palavra

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Por Márcio de Lima Dantas


A escritora Diva Cunha desponta na cena literária norte-rio-grandense ainda quando professora de literatura portuguesa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde editou sua dissertação de mestrado, uma pesquisa sobre o mito sebastianista na literatura portuguesa, cujo título é Dom Sebastião: a metáfora de uma espera (1979). Publicou os seguintes livros de poesia: Canto de página (1986), A palavra estampada (1993), Coração de lata (1996), Armadilha de vidro (2004) e Dádiva (2017).
Dizer da poesia de Diva é anunciar em voz alta uma dívida para com o feminino, é a palavra nominando um débito para com esse gênero, é o resgate corajoso de uma mulher em plena maturidade cronológica e detentora dos artifícios formais capazes de engendrar um efeito poético no qual estão soldados sensibilidade e reflexão acerca da condição feminina.
Com efeito, na poesia de Diva, o signo poético é habilmente trabalhado para causar o resultado que se pretende, sendo que parec…

20 + 1 livros de contos da literatura brasileira indispensáveis

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Reiteradas vezes alguns críticos dizem que falta ainda à literatura brasileira um grande romance e acusam os escritores nacionais a dedicarem mais atenção aos livros curtos. A afirma encerra uma variedade de mal-entendidos. Primeiro, a grandiosidade de uma obra literária não se mede por sua extensão – e mesmo que se meça, a acusação finge esquecer da variedade de romances extensos em densidade e não em quantidade páginas. Depois, a predileção de escritores por narrativas mais curtas, e na literatura nossa há ao que parece isso, não faz um escritor tampouco uma literatura menor e a prova disso encontra-se dentro e fora do país.
Se entre os escritores brasileiros reside uma predileção pela narrativa curta – Julio Cortázar destacava que esta é uma forma literária genuinamente comum à América Latina – então somos privilegiados. Sim, porque nada é mais saboroso que sorver um texto em pequenas doses e ser arrastado pelos volteios da imaginação no desenvolvimento de possibilidades. Sim, a …

Literatura e nação

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Por Manuel Vilas


Foi no século XIX quando a literatura descobriu seu poder para a representação social do presente e o fez através do romance. Essas sociedades das quais se falava nos romances tinham nome: França, Rússia, Inglaterra, Espanha. O século XIX foi o século do nacionalismo e foi também o das ficções de largo alento, que se converteram em espelho das identidades coletivas. Já não fazia falta a força bruta de um exército, ou a solenidade do Estado, ou a efígie de um rei para contemplar uma nação: o romance era um reflexo mais moderno, mais sofisticado, mais universal. O romance compunha nações: a Inglaterra de Charles Dickens, a França de Honoré de Balzac, a Rússia de Liev Tolstói ou a Espanha de Galdós.
Os romancistas triunfaram, mas também carregaram nos ombros com os recém estreados fantasmas das nações. A modernidade aceitava o pacto entre romance e nação e em troca que o reflexo das sociedades fosse crítico. Mas a relação entre escritor e país já estava formada. Essa re…

Jardins de Luz, de Amin Maalouf

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Por Pedro Belo Clara



O jornalista e escritor libanês, há muito um ilustre residente da eterna cidade da luz, deu ao grande público diversos títulos de maioral interesse, de que As Cruzadas Vistas Pelos Árabes ou O Périplo de Baldassare serão exemplos adequados.
Nesta obra em particular, Maalouf reintroduz no imaginário colectivo uma figura que durante séculos permaneceu praticamente oculta dos anais da história humana. E com a devida razão para tal, mas já lá iremos. Por enquanto, fica a quase sólida certeza do pouco ou mesmo nenhum impacto que a anunciação do nome da misteriosa figura poderá provocar no conhecimento do leitor: Mani, por vezes designado Manes e até Maniqueu. Permaneceu impassível diante da revelação? Não se apoquente. Se este texto cumprir fielmente o seu propósito certas luzes acender-se-ão em si, caro leitor. Pelo menos, disso fazemos as nossas maiores esperanças.
Embora não haja precisão na data, Mani terá nascido em 216 d.C., em pleno Império Sassânida. A história q…

Boletim Letras 360º #248

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Neste dia 9 de dezembro de 2017 passam-se 40 anos da morte de Clarice Lispector. O Letras tem apoiado a iniciativa do Grupo de Estudos Sobre o Romance da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (divulgado numa edição deste boletim e, logo, nas mídias sociais do blog) que assinala a data de hoje e outra, a de também quatro décadas da publicação de A hora da estrela, uma das obras mais importantes da escritora brasileira: a realização do simpósio SIM, CLARICE!. Justamente nesta data o leitor encontrará na nossa biblioteca online um catálogo preparado para este evento em que se copiam fotografias, manuscritos e um texto de Milton Hatoum sobre a escritora traduzido do espanhol e apresentado pela primeira vez aqui no Letras. Depois de visitar as notícias desta semana na página do Letras no Facebook, você pode conferir este material indo aqui.


Segunda-feira, 04/12
>>> Brasil: Revelado livro de Vinicius de Moraes inédito publicado em italiano
Até agora ninguém – nem mesmo os famili…