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Mostrando postagens de Dezembro 21, 2017

Elizabeth Bishop, a poeta que nos ensinou a perder

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Por Marta Rebón

Em 1951, quanto tinha 40 anos, a poeta estadunidense Elizabeth Bishop saiu de Nova York num cruzeiro desejosa de dar uma volta ao mundo. Não é uma simples turista em busca de prazeres e inspiração. Ao sair de seu país natal, almeja um porto seguro, fugir de um passado pesado e cheio de episódios marcados pela depressão e pelo alcoolismo, alternados com fortes ataques de asma e surtos de eczemas, que ameaçam acabar sua carreira como escritora. A competitiva cena literária nova-iorquina, somada à solidão que ali lhe invade, choca com sua extrema timidez e fragilidade emocional marcadas pela ausência de um pai que morreu prematuramente e não conseguiu sequer alcançar o primeiro aniversário da menina Bishop e de uma mãe que, marcada pela dor da perda, logo foi internada num manicômio e desapareceu por completo da sua vida.
A partir de então, Elizabeth ficará às vezes sob responsabilidade da família paterna e outras da materna, sem chegar a encontrar o calor de um verdadeir…