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Mostrando postagens de Agosto 14, 2018

Ler literatura pode ser literatura

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Por Manuel Vilas 


Com um título um tanto provocativo, El derecho a escribir mal [O direito de escrever mal, sem tradução brasileira], acaba de ser publicada uma antologia dos ensaios do crítico estadunidense Lionel Trilling (1905-1975). Nela se encontram artigos sobre Liev Tolstói, Mark Twain, Rudyard Kipling, Hemingway, Scott Fitzgerald, Isaac Bábel, Vladimir Nabokov, Gustav Flaubert e Edith Wharton, sobre a função social da literatura e, como não, sobre a morte do romance. Em seguida é preciso dizer que Trilling é um ensaísta que eleva a crítica literária a uma categoria próxima à da filosofia moral. Seus interesses são muito variados, mas quase sempre prevalece nele uma interpretação da literatura que une idealismo e sociologia.
O ponto de vista de Trilling sobre a literatura envelheceu um pouco e nota-se, com certa melancolia, que estes ensaios foram escritos no meio do século em uma época desapressada; como denota certa ingenuidade do mundo teórico anterior ao advento das tecnolo…