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Mostrando postagens de Outubro 16, 2018

Madame Bovary: erotismo e sensualidade

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Por Nesfran Antonio González Suárez



Madame Bovary é considerado por uma unanimidade de vozes o romance mais refinado no âmbito literário. É um manual de indução, um curso intensivo do gênero escrito de meados do século XIX e cuja vigência não se vê ameaçada com transcorrer dos anos. Mario Vargas Llosa faz alusão em seu estudo A orgia perpétua a um ponto principal no qual coloca Flaubert; para o escritor peruano, o francês é o primeiro romancista moderno, seguindo a opinião de Ernst Robert Curtius no ensaio Reencontro com Balzac: “Balzac sente um ardente interesse pela vida e nos contagia com seu fogo; Flaubert, com sua náusea”.
É por causa de Madame Bovary que Gustave Flaubert (Ruan, 1821; Croisset, 1880) enfrenta em 1857 um processo judicial por ofender a moral e bons costumes; depois de sua absolvição o romance é publicado e obtém enorme êxito. A obra narra a experiência de Emma Rouault, uma jovem provinciana que, depois de se casar com Charles Bovary, um médico de família, se vê env…