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Entre a vida e a literatura ronda a morte

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  Por Carlos Chimal Ilustração: Elicia Edijanto   Vamos fazer um breve percurso pelas diferentes atitudes dos escritores em face de dois atos extremos da existência: viver e morrer. “Por que eu deveria temer a morte?”, Mark Twain se perguntou uma vez, “antes de nascer, fiquei sem vida por milhões e milhões de anos e nunca tive o menor inconveniente.” Twain era dotado de um humor negro, tanto que, confessando seu sincero humanismo, astutamente afirmou que, com o tempo, seria difícil encontrar uma pessoa verdadeira entre todos os bebês humanos nascidos diariamente no limiar do século XX. Pouco importava, pois, de qualquer modo, as duas guerras mundiais daquele século levaram embora a maioria, principalmente os melhores, fossem são ou não.   Talvez seja por isso que o poeta estadunidense Robert Lowel afirmou que, se você consegue distinguir uma luz no fim do túnel, é porque uma locomotiva está vindo em sua direção. Algo semelhante pensaria a poeta de Amherst, Massachusetts, Emily Dickinso