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Mostrando postagens de Janeiro, 2021

Boletim Letras 360º #411

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DO EDITOR 1. Saudações, leitor! Na segunda-feira, 25, retornamos com as postagens diárias aqui no blog. Aproveito a ocasião, para refazer o convite que divulgamos há algumas semanas nas redes sociais do Letras e que registrei aqui na edição anterior deste boletim. Falo sobre a chamada para novos colunistas. Se já conhece o blog (ou passou a conhecer agora) e tem interesse em compor nossa equipe, então, envie sua inscrição. 2. É simples. O interessado deve enviar pelo correio eletrônico blogletras@yahoo.com.br até o dia 1º de fev. de 2021 o seguinte: um resumo biográfico que contenha seu nome, fale sobre experiência de leitura e com a escrita (se já publicou, onde, quando, como ― essas coisas) e sobre o interesse em compor a equipe de colunistas do Letras (qual sua relação com o blog, desde quando o conhece, como conheceu etc.); e três textos (exceto conto, crônica e poema) observando as normas de publicação do Letras. Elas estão disponíveis aqui .   3. Os resultados devem sair até

A grande mentira de Patricia Highsmith

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Por Guillermo Altares   Patricia Highsmith, 1980. Foto: Maurice Rougemont.  No centésimo aniversário de seu nascimento, a obra da escritora estadunidense Patricia Highsmith ( Fort Worth, EEUU, 19 de janeiro de 1921 ― Locarno, Suíça, 4 de fevereiro de 1995 ) ganha nova relevância. Se há um tema que une seus melhores livros ― a série de Tom Ripley, O tremor da suspeita , alguns de seus contos ― é a ideia da mentira como forma de vida. Na era das notícias falsas e dos fatos alternativos de Donald Trump, a possibilidade de uma vida inteira ser construída sobre uma mentira e vivida assim, tranquilamente, é especialmente poderosa. Nesse sentido, Highsmith antecipou o tema central de romances que tiveram enorme repercussão nos últimos anos, como O adversário , de Emmanuel Carrère, ou O impostor , de Javier Cercas.   O outro argumento sobre o qual a literatura de Highsmith, uma texana que vive na Suíça, que amava os gatos (e os caracóis que ela criava como animais de estimação) gira em torn

A cena do crime

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Por Patricia Highsmith Positano. Foto: Umberto D'Aniello   Em meu primeiro livro sobre Tom Ripley, este é um homem de 25 anos, inquieto e desempregado em Nova York, morando temporariamente no apartamento de um amigo. Havia ficado órfão numa idade jovem e foi criado em Boston por uma tia bastante mesquinha. Tem um certo talento para a matemática e a mímica, e essas duas habilidades permitem que ele continue, por carta e por telefone, um pequeno jogo de intimidação aos contribuintes estadunidenses: ele pede um novo pagamento a uma repartição da Receita Federal cuja filial, diz, se encontra num certo endereço: o do amigo em cuja casa ele mora, e Ripley recolhe as cartas quando elas chegam, embora não haja nada que ele possa fazer com os cheques recebidos, exceto rir com estranha satisfação.   Quando Ripley percebe uma noite que está sendo seguido nas ruas de Manhattan por um homem de meia-idade, seu primeiro pensamento é que o homem é, ou poderia ser, um policial enviado para prendê-

Boletim Letras 360º #410

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  DO EDITOR   1. Saudações, leitores! Nesta semana o Letras abriu chamada para novos colunistas. Se já conhece o blog (ou passou a conhecer agora) e tem interesse em compor nossa equipe, então, envie sua inscrição. 2. É simples. O interessado deve enviar pelo correio eletrônico blogletras@yahoo.com.br até o dia 1º de fev. de 2021 o seguinte: um resumo biográfico que contenha seu nome, fale sobre experiência de leitura e com a escrita (se já publicou, onde, quando, como ― essas coisas) e sobre o interesse em compor a equipe de colunistas do Letras (qual sua relação com o blog, desde quando o conhece, como conheceu etc.); e três textos (exceto conto, crônica e poema) observando as normas de publicação do Letras. Elas estão disponíveis aqui .   3. Os resultados devem sair até o final de fevereiro.   4. Obrigado pela atenção. E vamos às notícias da semana publicadas em nossa página no Facebook? Boas leituras! Ida Vitale. Foto: Samuel Sánchez. Obra de um dos nomes mais importantes da poes

O empoderamento no exercício existencial da escrita em A cor púrpura, de Alice Walker

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Por Wagner Silva Gomes   Em A cor púrpura , de Alice Walker, tem-se em Celie e Nettie duas irmãs negras lutando contra a desumanização imposta pelo patriarcado que considera a mulher negra objeto, instrumento de trabalho, como um animal. E até mesmo para o sexo, como abusa de Celie o seu padrasto, sem se importar com o laço familiar e a idade da garota. As irmãs se valem do empoderamento antissexista, mudando as consciências individuais, criando estratégias no cotidiano para a reinvindicação do direito à humanidade, como coloca a Djamila Ribeiro em seu livro Quem tem medo do feminismo negro? Isso desde quando ludicamente as irmãs criam um espaço de convívio e fortalecimento com brincadeiras e conversas de que uma sempre terá a outra, e como pilar de humanização, pelo que o contexto mostra. Celie é obrigada a casar com Sinhô, um homem que procurava uma mulher para cuidar de seus filhos e de sua casa. Ele queria Nettie, por achá-la bonita, mas como o pai não lhe entregou esta, por val

Existo para o amor de inexistências

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Por Tiago D. Oliveira Trágico é pensar em uma vida sem o coração por vezes na boca. A fé é um instrumento de razão de nossa existência, mesmo quando envolvida pelo avesso de sua força ou empenhada em joelhos dobrados sobre pedras alheias às que sobram na pavimentação comum da sociedade. A fé é um ponto cadente na vida de qualquer indivíduo, seja ela qual for. Humana. Está marcada pela finitude da carne, mas prometida para além dos muros dos jardins. Somos todos partes de uma marca herdada que afere a nossa condição de retorno em um ciclo de reconhecimentos, No princípio era a ferida./ Em sete dias Deus/ criou a cicatriz . O reconhecimento de nossa condição é o que exatamente possibilita a projeção de um lugar de conforto, cura ou simplesmente continuação.  Em O mosteiro não é Deus , Imaculada Teixeira de Souza eleva a peregrinação de um monge a um lugar de construção no leitor, que vai recolhendo das incertezas de seu caminhante um aprendizado sobre a desconstrução de uma fé idealizada

Boletim Letras 360º #409

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DO EDITOR   1. Saudações, leitores! A previsão de retorno com as publicações diárias por aqui é dia 25 de janeiro. Até lá, passa-se o de sempre: sai uma e outra post. 2. Já as atividades nas redes sociais continuam e esperam sua visita. Neste Boletim, p.ex., estão reunidas as notícias divulgadas durante a semana na página no Facebook. 3. Obrigado a cada um dos leitores pela companhia! Friedrich Dürrenmatt. Foto: Andrej Reiser. No ano do centenário do escritor, três livros seus estão no prelo.   LANÇAMENTO   Publica-se a biografia de Alberto da Veiga Guignard, a história de seus afetos, seus amores, seu trabalho, suas amizades, sua boemia, suas andanças e também de seus tropeços .   Nosso personagem nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1896, e faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, aos 66 anos. Ele que era, a um só tempo, príncipe e patinho feio, enteado de um barão europeu que nunca lhe deu crédito. Criou-se artista em Munique, na Alemanha, e viveu a boemia na Paris da Ge