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Mostrando postagens de Março 25, 2021

A falência, de Júlia Lopes de Almeida

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Por Pedro Fernandes Júlia Lopes de Almeida, 1912.   No longo debate sobre a falibilidade do cânone literário sobram exemplos de obras significativas colocadas à margem. Mas, sempre podemos contar com as necessárias aberturas, afinal, a ideia do canônico como uma redoma intransponível resulta, para sorte do próprio cânone, ultrapassada. Na literatura brasileira, fundada na também aos poucos vencida noção de filiada como se uma ramagem da literatura portuguesa, as fronteiras dessa biblioteca de obras fundamentais seguiram à risca certo modelo que privilegiou os elementos fundamentais da base social regente, entre eles, o desinteresse pelo reparo para com as escritoras. Assim, Júlia Lopes de Almeida ficou sempre lembrada como a mulher que esteve nos bastidores do projeto da Academia Brasileira de Letras e abdicou de sua presença no clã para que o marido, de obra, sabe-se, muitíssimo inferior, ocupasse o que era seu de direito.   É preciso outra vez tocar essa história porque continua como