Boletim Letras 360º #669

DO EDITOR

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Jon Berger. Foto: Ulf Andersen



LANÇAMENTOS

Um dos últimos livros de John Berger é feito com a pena da liberdade criativa alcançada com a maturidade. 

Diante de um achado ou de uma visão formidável, o tio Edgar levava o dedo com a verruga aos lábios, convidando seu jovem sobrinho ― o futuro narrador de O toldo vermelho de Bolonha ― a fazer silêncio, a não dissipar a experiência vivida a golpes de lugares-comuns. “Deus é o não-dito”, sussurra ele à hora de dormir, certa noite em Saint-Malo. Essa discrição essencial dá o tom deste livro breve e luminoso, um dos últimos de John Berger. Sem alarde, o autor deixa as fórmulas feitas de lado e passeia entre um subúrbio londrino e as arcadas de Bolonha, o relato de viagem e o retrato falado do tio original e ligeiramente pancada, enquanto se permite toda sorte de digressão sobre receitas locais, tecidos de linho, estátuas em terracota, variedades de café ou ainda sobre os vínculos secretos e libertadores entre os grandes sofrimentos e os pequenos prazeres. John Berger nasceu em Londres, em 1926. Crítico de arte conhecido por um sem-número de ensaios e livros como Modos de ver (1972), dedicou-se com igual brilhantismo à ficção ― seu romance G. mereceu o Booker Prize de 1972. O relato O toldo vermelho de Bolonha, publicado em 2007, faz parte da sequência de livros breves e inclassificáveis que publicou nos últimos anos de vida. John Berger faleceu em 2017, nos arredores de Paris. Com tradução de Samuel Titan Jr. o livro sai pela Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.

No apagar do ano de centenário de Rosario Castellanos, um livro da autora mexicana ganha edição entre os leitores brasileiros 

Em Balún Canán, Rosario Castellanos reconstrói o Chiapas pós-revolucionário a partir do olhar de uma menina que tenta compreender as tensões que atravessam sua família e a sociedade à sua volta. Filha de latifundiários em decadência, ela testemunha o choque entre indígenas e ladinos, a imposição brutal do patriarcado e o esfacelamento de um mundo sustentado por privilégios e violências históricas. À medida que a reforma agrária avança e as hierarquias tradicionais se desestabilizam, emergem conflitos políticos, crenças mágicas, abusos, silenciamentos e pequenas revelações íntimas que moldam sua visão ética do mundo. Castellanos tece um romance de formação marcado por crítica social, lirismo e profunda empatia pelas personagens indígenas, revelando as cicatrizes coloniais que ainda estruturam a vida no sul do México. Publicação da editora Pinard; tradução de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.

Da infância humilde à consagração artística; das descobertas da poesia ao punk dos anos 1970 e a gênese de álbuns como o célebre Horses. A trajetória íntima e criativa de uma das artistas mais influentes do nosso tempo.

Às vésperas de completar oitenta anos e após os aclamados Só garotos e Linha M, Patti Smith volta a percorrer os labirintos da memória nesta que é sua obra mais pessoal. O ponto de partida é a infância no pós-guerra americano, período em que a autora de Horses viveu com a família em quartos de pensão e conjuntos habitacionais prestes a serem demolidos na Filadélfia. Lá, conhecemos seus pais (um operário e uma garçonete), o irmão Toddy, as irmãs Linda e Kimberly, suas primeiras leituras (Lewis Carroll, J. M. Barrie, revistas Vogue encontradas no lixo), sua saúde frágil. Na adolescência, surgem os primeiros sinais do que viria a ser sua voz artística: Rimbaud, Bob Dylan e os beats se apresentam como faróis criativos, e a jovem poeta começa a unir palavra e melodia em canções que se tornariam obras incontornáveis. Em Nova York, “no verão do amor”, conhece Robert Mapplethorpe e juntos entram pelos portais do Chelsea Hotel — e dos anos 1970, do punk, das noites no CBGB (“somos arte/ ratos, filhotes imundos, palavras que gastamos”). De passagem por Detroit, numa turnê que se tornaria célebre, é apresentada a Fred “Sonic” Smith, com quem se casaria e construiria uma vida de devoção e liberdade. Entre o luto e a gratidão, Pão dos anjos é uma celebração da arte como força transformadora: a capacidade de fazer com que o cotidiano se torne beleza e a dor, esperança. Publicação da Companhia das Letras. Tradução de Camila von Holdefer. Você pode comprar o livro aqui.

Xita Rubert cria um universo terno, perturbador e repleto de nuance: o que, de fato, aconteceu em Key Biscayne? Este é o segundo romance da escritora espanhola a ganhar edição no Brasil.

Aos doze anos, a narradora de Aconteceu em Key Biscayne se muda com o pai, Ricardo, e o irmão mais velho, Nico, para a paradisíaca e quase ficcional Key Biscayne, na Flórida.  Agora, adulta, ela revisita o período na ilha: as colegas de escola com implante de silicone, as interações suspeitas em chats da internet, a arma escondida no armário de biscoitos e, sobretudo, a figura ambígua do pai, com quem, até a chegada aos Estados Unidos, só havia passado as férias. Ao organizar a memória enquanto explora sua instabilidade ― assumindo o absurdo, o surreal, a invenção ―, entre a percepção infantil daquela que viveu e a agudeza reflexiva daquela que narra, Xita Rubert cria um universo terno, perturbador e repleto de nuance: o que, de fato, aconteceu em Key Biscayne? O livro é publicado pela DBA Editora; tradução de Elisa Menezes. Você pode comprar o livro aqui.

Um épico perdido das letras luso-brasileiros ganha edição com reprodução integral do poema e estudo crítico. 

Esta obra traz a transcrição e a reprodução fac-similar do poema Viagem, de frei Pedro de Santo Eliseu. Ao modelo de Os Lusíadas, o manuscrito apógrafo, aparentemente único, narra uma viagem fluvial de Belém às Índias de Castela ocorrida em 1714. A narrativa descreve o ambiente amazônico (hidrografia, fauna, flora, cultura etc.), além de abordar a partilha do rio Amazonas entre os brancos, trazendo informações que fazem o poema um relevante documento da época. Precede esta edição de Viagem um estudo crítico de Milton Torres, diplomata brasileiro e doutor em história, que há anos se dedica a pesquisar o passado da região do antigo Estado do Maranhão e Grão-Pará. Nas palavras do historiador, pelo confronto dos vários dados históricos e geográficos conhecidos, a Viagem de Pedro de Santo Eliseu é surpreendentemente fidedigna, guardados os tantos fingimentos do gênero épico. O livro sai pela Edusp. Você pode comprar o livro aqui.

Ricardo Domeneck retorna ao universo em torno de Maximin e apresenta novos intinerários em torno desse convívio erótico e sensual entre o poeta e um muso misterioso alemão.

Memorando: Maximin, de Ricardo Domeneck ― vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens em 2024 ―, marca o retorno do poeta ao universo lírico que o consagrou. A edição, escrita e publicada em um gesto de ampliação e atualização da obra Odes a Maximin (Garupa, 2018), apresenta-se como um verdadeiro tributo à vitalidade da poesia LGBTI+ contemporânea. O estilo de Domeneck combina elementos narrativos marcantes, como a fusão do erotismo com humor e ironia, e utiliza uma linguagem simultaneamente clássica e anárquica. Um dos destaques é a prosa inédita que abre o volume e complementa os poemas para coroar uma narrativa confessional sobre a relação romântica do poeta com seu muso, o jovem e irreverente Maximin. Apesar do contexto homossexual, Memorando: Maximin aborda um tema universal, a paixão, apresentando-se como um dos livros mais intensos, sensuais e formalmente ousados do autor. No posfácio, o poeta, tradutor e professor Matheus Guménin Barreto, descreve a edição como “uma combustão da língua e do corpo”: o fogo que arde nos poemas se alastra também pelas margens da prosa, revelando a maturidade de um poeta que construiu um “hábitat próprio” dentro da literatura gay e da literatura contemporânea. É uma edição que chega para renovar o campo poético brasileiro com franqueza, inteligência e uma delícia de excessos. Em uma Berlim reinventada pela imaginação poética, surge o jovem Maximin, uma figura mítica e magnética com quem o poeta desenvolve uma relação repleta, simultaneamente, de paixão e interesse. Dos clubes noturnos gays à penumbra dos quartos, o leitor é convidado a descobrir esta figura sedutora, que atrai homens cheios de desejo para sua órbita. Dos jogos de sedução à consumação amorosa, Domeneck explora, tanto na prosa bem-humorada que abre o volume, como nas odes cheias de lirismo, um erotismo que transita entre o melodrama e a austeridade, sem jamais ser leviano ― um erotismo que recupera, subverte e ilumina uma forma de amor sui-generis: a das relações de interesse, tensão e fascínio entre o “velhote” e o “novinho”. O livro sai pela editora Ercolano. Você pode comprar o livro aqui.

Jakob Wassermann atualiza para seu tempo o tema da vida de São Francisco de Assis, ao retratar a jornada de um jovem idealista que abandona a riqueza ao descobrir a pobreza e o sofrimento; chega o segundo volume da jornada de Christian.

Após abandonar sua vida de luxo e privilégios, Christian Wahnschaffe mergulha no submundo de Berlim. Sua busca por um sentido para a existência o leva a uma convivência radical com os despossuídos, dividindo seu destino entre a figura atormentada de Karen Engelschall, cuja existência sofrida se torna o centro de sua missão, e a jovem judia Ruth Hofmann, uma luz de pureza e esperança em meio às trevas. A jornada de Christian deixa de ser um jogo de sedução para se tornar uma exploração da obscuridade da alma humana, em que todo gesto de caridade é recebido com desconfiança e cada passo em direção à virtude o aproxima do perigo. Neste segundo volume de A ilusão do mundo, Wassermann abandona os salões da Belle Époque para nos guiar pelos cortiços e ruas sombrias das metrópoles do início do século XX. Com maestria psicológica, o autor constrói uma nova galeria de personagens inesquecíveis ― párias, criminosos, operários e enfermos ― que compõem um retrato da brutalidade e da beleza oculta da existência. Primeiro romance a projetar o nome do autor internacionalmente, nele Wassermann atualiza para seu tempo o tema da vida de São Francisco de Assis, ao retratar a jornada de um jovem idealista que abandona a riqueza ao descobrir a pobreza e o sofrimento. Ruth é uma publicação da Sétimo Selo. Você pode comprar o livro aqui.

A edição de Angústia, obra-prima de Graciliano Ramos, da editora Antofágica.

Após a morte do pai, Luís da Silva, ainda bem jovem, se vê lançado à própria sorte. Herdeiro de uma linhagem familiar que vai progressivamente perdendo seus sobrenomes e patrimônio, tenta sobreviver à solidão e à fome até se transformar em um funcionário público numa Maceió caótica, onde passa os dias preso a uma rotina monótona e sufocante. Aos poucos, o isolamento e a sensação de fracasso começam a corroer tudo o que ainda o mantém de pé e, às voltas com uma crescente e implacável coleção de frustrações, Luís é tomado por um desejo de vingança que o arrasta até os limites do delírio. Publicado em 1936, Angústia é narrado em um fluxo de consciência vertiginoso, surpreendente e de fino humor, no qual as temporalidades se misturam em um fôlego único. Uma das obras mais celebradas e singulares de Graciliano Ramos, o romance rompe com o estilo “seco” que consagrou o autor sem abandonar os temas marcantes de seu projeto literário. Por meio dos dramas de seus personagens, o romance nos leva a refletir se a frustração e a violência seriam traços da personalidade de um indivíduo ou fenômenos construídos por uma vida de limitações, produto das injustiças e desigualdades sociais. Na edição da Antofágica, que assinala os 90 anos do romance de Graciliano Ramos, mais de cinquenta artes de Adriana Coppio produzidas exclusivamente para o livro; apresentação de Marcelino Freire e posfácios de Adelaide Ivánova, Bruno Alvarenga e Octávio Santiago. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

Um regresso ao novo jornalismo de Gay Talese pelo guia de um personagem que preferia não fazer

Inspirado em Bartleby, personagem marcante de Herman Melville, o mestre do jornalismo literário reconstitui sua trajetória como narrador de vidas comuns. Gay Talese nos brinda com suas reminiscências e um texto inédito: a história de um médico imigrante que explodiu seu prédio em Manhattan — e a si mesmo — em vez de renunciar ao sonho americano. “Nova York é uma cidade de coisas despercebidas”, escreveu Gay Talese há sessenta anos. Ele passaria décadas desafiando a declaração ao dedicar-se às vidas comuns. Agora, em Bartleby e eu, o autor revisita personagens memoráveis e nos brinda com um texto inédito, no qual narra a trajetória de um médico imigrante que optou por explodir-se com o predinho em que vivia a dividir a propriedade com a ex-mulher. A história, que fartou a imprensa sensacionalista americana, recebe a justa densidade trágica sob a pena de Talese. O fio condutor deste livro é Bartleby, o escriturário, conto de Herman Melville que narra a saga de um anódino funcionário de um escritório de advocacia do século XIX. Instado a tomar atitudes que poderiam mudar ou mesmo salvar sua vida, Bartleby responde, inflexível: “Prefiro não fazer”. Conciso e elegante, Bartleby e eu reflete sobre um dos princípios do jornalismo literário que Talese ajudaria a inventar: transformar o banal em algo extraordinário. Esta edição conta com posfácio de Lúcia Guimarães. Tradução de Laura Teixeira Motta; publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS
 
Eugénio de Andrade. À falta de quem publique a obra completa do poeta português em terras brasileiras, mais uma antologia. Eucanaã Ferraz prepara para a Companhia das Letras um livro que chega aos leitores em fevereiro de 2026.

Todo o Borges em espanhol otra vez. Em 2026 passam-se quatro décadas da morte do escritor argentino. O ano será marcado por várias atividades em torno da sua obra e a Alfaguara espanhola anunciou que uma delas consistirá na reedição integral dos livros de Borges. Os primeiros títulos já chegam em janeiro.

Nos 105 anos de Clarice Lispector. As livrarias portugueses recebem, pela primeira vez, A legião estrangeira. O livro que reúne textos como singulares como “O ovo e a galinha” e “Os desastres de Sofia” sai pela chancela da Companhia das Letras Portugal da mesma maneira que organizada pela escritora em 1964, com treze contos e mais de uma centena de outras prosas — ensaios, crônicas etc.

PRÊMIO LITERÁRIO

Silvana Tavano, Prêmio Oceanos 2025.

Ressuscitar mamutes foi o romance distinguido pelo júri do Prêmio Oceanos 2025, que destacou o “modo imaginativo e comovente” de se narrar “as possibilidades de lidar com o tempo, de fazer uma redenção e uma modificação do passado (e, portanto, do futuro) pela imaginação”. É o vínculo entre uma mãe e sua filha a base de um romance que revisita pela memória acontecimentos entre essas duas personagens em diálogo com questões de ordem científicas e existenciais. Dividido entre duas categorias há alguns anos, na poesia, o prêmio foi para Ana Maria Vasconcelos, pelo livro Longarinas. Trata-se de uma obra em que a poeta se detém no minúsculo para resgatar o mínimo com a máxima objetividade em vasto diálogo com outras vozes e expressões literárias manifestadas através de rememorações do eu-poético. Assim, comparecem nos interstícios do discurso, lições de Sophia de Mello Breyner Andresen, Anne Carson, James Joyce, Maurice Blanchot, entre outros. 

DICAS DE LEITURA

1. Um capítulo sobre sonhos e outros ensaios, de Robert Louis Stevenson (Trad. Miguel Nassif, Martins Fontes, 296p.) Para os leitores que amam acompanhar o pensamento livre dos escritores. Stevenson discorre aqui acerca de questões ligadas ao ofício da escrita, o comentário acerca da própria obra e de outros temas caros ao fazer e ao universo literário. Você pode comprar o livro aqui

2. Infenso, de André Capilé (Macondo Edições, 100p.) Uma ampliação da mitopoética engendrada por Capilé nas últimas duas décadas: um mosaico feito da experimentação entre o vivido e os imaginários banto e nagô. Você pode comprar o livro aqui

3. Coisas que não se dizem, de Antonella Lattanzi (Trad. Julia Scamparini, Âyiné, 180p.) As incertezas de uma mulher entre as obsessões e cobranças impostas pelo modelo de sociedade vigente e as decisões invariáveis, quase sempre, impostas pela biologia. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Neste 13 de dezembro celebramos os 90 anos de Adélia Prado, uma das mais destacadas poetas da literatura brasileira contemporânea. No Instagram do Letras, sublinhamos a data com um importante marco na trajetória literária da poeta mineira: os 50 anos da concepção de Bagagem, livro publicado em 1976.

Milton Hatoum foi o entrevistado do programa Roda Viva no dia 8 de dezembro de 2025. Transmitido pela TV Cultura em vários canais, inclusive no YouTube, é possível ver a conversa com o escritor por aqui. O assunto central é a trilogia O lugar mais sombrio; o último volume, destacado na edição n.654 do nosso Boletim, acabou de chegar às livrarias. 

No passado 8 de dezembro, quando se passou o dia de nascimento e morte de Florbela Espanca, foi anunciado um disco que apresenta a música a partir de 14 sonetos da poeta. Na ocasião saíram as duas primeiras canções: “Perdidamente”, pelo grupo Os Quatro e Meia e “Vaidade”, por Iolanda. A iniciativa intitulada Florbela alarga a presença da sua obra nesse quadro das artes, um movimento que tem ultrapassado décadas. Pode acompanhar aqui

BAÚ DE LETRAS

 Sublinhamos a importante data com o destaque para três publicações do nosso arquivo: em 2008, iniciamos a composição de um perfil da poeta mineira; mais tarde transcrevemos parte de uma exposição que ela fez para o programa Sempre um papo; e, na superfície do nosso baú, essa resenha do livro que publicou neste ano, O jardim das oliveiras, feita por Tiago D. Oliveira.
 
DUAS PALAVRINHAS

A tragédia moderna é a procura vã de adaptação do homem ao estado de coisas que ele criou.

— Em Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector.

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