Boletim Letras 360º #654
DO EDITOR
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Milton Hatoum. Foto: Wanezza Soares |
LANÇAMENTOS
Neste último e extraordinário capítulo da trilogia O lugar mais sombrio, o autor dos premiados Dois irmãos e Cinzas do Norte acrescenta uma perspectiva nova à história, que faz com que a saga de Martim ganhe sentidos e lances imprevistos.
Neste drama familiar, com forte pano de fundo histórico e político, estilo que consagrou Milton Hatoum, o tempo do amor, das perdas e dos enganos é o próprio tempo da ficção, que aqui surge em máxima potência através da voz trágica de uma personagem assombrosamente resiliente ― e absolutamente inesquecível. “É possível explicar ou entender certos sentimentos? [...] É preciso dar tempo ao passado.” Estamos no fim dos anos 1960. É Lina, mãe de Martim, quem nos conduz pelos desvãos da época. A distância em relação ao filho cresce no turbulento contexto da ditadura, e se “o tempo de silêncio tem uma história”, ela decide escrever. O irmão Dácio, a mãe Ondina, a empregada e confidente Delinha, o artista Leonardo. Lina revisita sua vida e a das pessoas ao seu redor, compondo uma galeria notável de almas desgarradas, que entram e saem das páginas deste livro como se fossem sombras num longo e nebuloso sonho. A ausência de Martim, no entanto, protagonista de A noite da espera e Pontos de fuga, é também sua presença, inequívoca, em cada ato e palavra da mãe. “Nem todas as dúvidas são vazias”, escreve Lina, e em meio a ecos de Joseph Conrad e Juan Carlos Onetti, Dança de enganos nos faz a pergunta-chave de toda ficção que remonta o passado: a memória, afinal, escolhe o que ela esquece? Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
Até onde estamos dispostos a ir para proteger o coletivo? E a que custo? Eduardo Halfon retorna a um acontecimento de sua infância, na Guatemala complexa e violenta dos anos 1980.
1984. Dois jovens irmãos guatemaltecos, exilados há anos nos Estados Unidos, retornam à Guatemala para participar de um acampamento de crianças judias em uma floresta perdida nas montanhas do altiplano. Pouco sabem sobre seu país natal e já quase não falam espanhol. Seus pais insistiram que deveriam passar alguns dias no acampamento para aprender não apenas formas de sobrevivência na natureza, mas também formas de sobrevivência na natureza para crianças judias. O que não é a mesma coisa, disseram. Numa manhã, os meninos descobrem que o acampamento foi transformado em algo muito mais sinistro: agora, cada um terá de encontrar sua própria maneira de sobreviver. Em Tarântula, Eduardo Halfon retorna a um acontecimento de sua infância, na Guatemala complexa e violenta dos anos 1980, e a partir dele junta peças do quebra-cabeça que permitirá entender os eventos traumáticos que se desenrolaram durante aqueles dias ― bem como a estranha lembrança de uma tarântula rastejante que o assombra. O livro sai pelo selo Autêntica Contemporânea; tradução de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.
Arte, crime e destino se entrelaçam no romance eletrizante de Edney Silvestre.
No final do século XIX, Vincent van Gogh travou sua batalha mais intensa: contra a rejeição à sua arte revolucionária, a pobreza e os fantasmas que o levariam ao trágico desfecho em Auvers-sur-Oise. Entre telas vibrantes e noites de tormento, Van Gogh jamais poderia imaginar que sua última obra atravessaria o tempo para transformar a vida de um jovem brasileiro. O jovem é Igor Brown, no Rio de Janeiro em 2024, que se sustenta com trabalhos sexuais e relações efêmeras sob a fachada de tradutor de Libras. Tudo muda quando é envolvido no roubo de um quadro perdido de Van Gogh ― uma obra tida como destruída durante a Segunda Guerra. Escondida em um apartamento de luxo no Leblon, a pintura levará a conspirações, perseguições e decisões de vida ou morte. Com sua narrativa única que combina suspense, crime e poesia, Edney Silvestre, ganhador do Jabuti de Melhor Romance e traduzido em sete países europeus, constrói um diálogo inesperado entre o gênio atormentado e um jovem à deriva. O último Van Gogh é um romance arrebatador sobre invisibilidade social, desejo, ambição ― e a arte como forma de redenção. Publicação da Globo Livros. Você pode comprar o livro aqui.
A célebre história sobre criação artística que inspirou Pablo Picasso a pintar Guernica ganha nova tradução e edição entre os leitores brasileiros.
Em 1612, o jovem pintor Nicolas Poussin caminha pelas ruas de Paris decidido a conhecer o ateliê de Porbus, um de seus ídolos como artista. Na ocasião, encontra Frenhofer, um mestre da pintura obstinado pela criação de sua obra-prima que, em busca da perfeição, trabalha por dez anos de modo solitário e incansável. Enquanto Poussin procura um modo de convencer Frenhofer a lhe revelar a sua obra-prima, o mestre Frenhofer se depara com o impasse de lançar sua criação, até então secreta, aos olhos do público. A obra-prima ignorada é uma narrativa que, tal qual a pintura, vai revelando camadas e nuances de sentido a cada olhar. Escrita em 1831 e ambientada na Paris do século XVII, esta novela que faz parte de A comédia humana de Balzac pincela diversas referências da história da arte, antecipa debates que marcariam a arte moderna e conduz o leitor a perguntas sobre o processo criativo, a tensão entre a visão do artista e a recepção de sua obra, o lugar das mulheres na arte e o que é, enfim, uma obra-prima. A edição da Antofágica traz artes inéditas de Nina Horikawa e tradução de Leda Cartum. A apresentação é assinada por Tatiane de Assis. Nos posfácios, Leda Cartum conta um pouco sobre o intenso processo de criação literária de Balzac e a influência desta novela na pintura de Pablo Picasso. A escritora Julia Barandier faz uma análise das mulheres que dão nome às duas partes da novela — Gillette e Catherine Lescault — a partir do mito de Pigmalião. E Nina Horikawa compartilha com o leitor um ensaio em forma de diário com as ideias e os movimentos que guiaram a produção das artes para este clássico que trata do fazer artístico. Você pode comprar o livro aqui.
Gabriela Cabezón Cámara amplifica vozes potentes que foram muito tempo silenciadas e se estabelece como uma das expoentes mais originais da literatura latino-americana contemporânea.
Gabriela Cabezón Cámara inspira-se na vida de Catalina de Erauso, conhecida como Monja Alferes, para construir a história de As meninas do laranjal. Nascida em 1592, ela se vestiu de homem e lutou na Conquista da América em nome da Espanha, promovendo o extermínio de inúmeros povos originários. A autora recria essa personagem histórica, mas o faz de maneira distinta: Antonio não se mantém fiel aos valores impostos pela Coroa espanhola. Após desembarcar nas Américas, Antonio se vê em meio a uma confusão que culmina na sua condenação à forca. Quando é poupado da morte e transformado em secretário do capitão da guarda colonial espanhola, ele acredita ter sido agraciado com um milagre da Virgem do Laranjal. Em retribuição, decide resgatar as duas crianças indígenas que estão enjauladas no gabinete oficial e libertá-las em segurança na floresta. Na floresta, Antonio precisa cuidar de Michi e Mitãkuña. Entre perguntas difíceis que as duas companheiras de viagem insistem em fazer, o homem escreve cartas para a tia, em que rememora seu passado e as decisões que o levaram até ali. Com sensibilidade literária e linguagem poética, Gabriela Cabezón Cámara apresenta uma obra pungente sobre o peso das mudanças, em que discute a relação do homem com a natureza, a causa indígena e a transição de gênero. As meninas do laranjal é publicado pela Companhia das Letras; tradução de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.
Uma amostra da poesia de Jean D'Amérique, autor de uma obra marcada pela urgência política, pela violência da memória e pela resistência poética diante da tragédia coletiva.
Nas três partes que compõem Algum país entre meus prantos Jean D'Amérique convoca a experiência do Haiti — país natal do autor — como território poético e político. A fome, a infância atravessada pela violência, a epidemia de cólera e outras cicatrizes históricas emergem em um lirismo denso e contundente pela força de uma voz que recria a língua e a experiência poética, reafirmando o papel do poeta como testemunha e combatente. “A poesia de Jean D'Amérique é uma escrita em ruína, entre pranto e rapsódia, que, no entanto, busca se tornar um canto de esperança — seja na reconstrução imaginária do país natal arruinado, seja na postura combativa de suas personagens”, apontam os tradutores Henrique Provinzano e Thiago Mattos, que assinam também o posfácio do volume agora publicado pela editora Ars et Vita. A mesma edição reúne ainda poemas de Rapsódia vermelha, em que o autor compõe um retrato visceral de uma figura feminina resistente e insurgente. A linguagem, moldada como gesto de insubmissão, articula erotismo, dor e fúria, transformando o texto em território de embate contra a injustiça. Jean D'Amérique — um dos nomes mais relevantes da nova geração de escritores caribenhos — tem sido reconhecido pela crítica internacional por sua escrita híbrida, ao mesmo tempo lírica e frontal, pessoal e coletiva. Você pode comprar o livro aqui.
Um marco queer da literatura latino-americana em nova e primorosa tradução.
Em uma prisão argentina, dois homens compartilham uma cela: Molina, um vitrinista gay egocêntrico, autodepreciativo, mas também muito charmoso; e Valentín, um revolucionário articulado e ferozmente dogmático. Às vezes, eles conversam a noite toda. Na escuridão silenciosa da cadeia em Buenos Aires, Molina reconstrói as histórias brilhantes e frágeis dos filmes que venera enquanto o cínico companheiro o escuta. Valentín acredita na causa justa que torna todo sofrimento suportável; Molina acredita na magia do amor que torna todo o resto suportável. Embora dividam pouco mais que uma cela, os dois vão construindo um vínculo íntimo e um relacionamento comovente. Aquilo que começa como uma interação cautelosa lentamente floresce em uma amizade profunda, desafiando suas percepções sobre amor, lealdade e sacrifício. Publicado em 1976 — e que depois viraria filme e musical da Broadway —, O beijo da mulher-aranha é uma obra-prima queer, uma meditação sobre política e também um elogio dos afetos inesperados. O romance de Puig é uma exploração magistral do espírito humano — entre o amor e a vitimização, a fantasia e a realidade. Uma narrativa cativante sobre o poder transformador da conexão humana mesmo nos lugares mais sombrios. Publicação da editora Todavia com tradução de Sérgio Molina. Você pode comprar o livro aqui.
Como Gary Shteyngart ou Michel Houellebecq, Wang Xiaobo é um ícone literário chinês cuja sátira nos força a reconsiderar as ironias da história.
“Parece que corria o boato de que Chen Qingyang e eu tínhamos um caso. Ela queria que eu provasse a nossa inocência. Eu disse que, para provar a nossa inocência, teríamos de provar uma das seguintes coisas: 1. Chen Qingyang é virgem. 2. Nasci sem pênis. As duas proposições eram difíceis de provar; portanto, não podíamos provar a nossa inocência. De fato, eu tendia mais a provar que não éramos inocentes.” Assim começa a história do longo caso de Wang Er com Chen Qingyang. Wang Er, ex-vaqueiro de vinte e um anos, é humilhado pelas autoridades locais e forçado a escrever a confissão de seus crimes. Em vez disso, ele assume a tarefa de escrever um tratado literário modernista. Mais tarde, professor em uma caótica universidade recém-criada, Wang Er se orienta pelo labirinto burocrático da China de 1980 e escreve com ousadia sobre o impacto da Revolução Cultural na sua vida e na dos que o cercam. Finalmente, sozinho e humilde, Wang Er precisa fazer as pazes com a banalidade da própria existência. Mas o que torna este romance ao mesmo tempo divertido e importante é o fato de Xiaobo ter optado pela esquisitice de usar o sexo como metáfora de tudo o que ocorreu durante a Revolução Cultural. Esse feito foi revolucionário na China e posicionou A idade de ouro no grande panteão dos romances que questionam o controle governamental. Importante ícone da sua geração, a narrativa cerebral e sarcástica de Wang Xiaobo é um reflexo dos fracassos dos indivíduos e das enormes mudanças políticas, sociais e pessoais da China no século XX. A idade de ouro sai pela editora Tordesilhas; tradução de Beatriz Medina. Você pode comprar o livro aqui.
Provocante e original, Sangue e ruínas nos convida a olhar a Segunda Guerra Mundial de outra forma.
A historiografia tradicional sobre a Segunda Guerra Mundial costuma considerar Hitler, Mussolini e as Forças Armadas japonesas como as causas do conflito. Em Sangue e ruínas, o célebre historiador Richard Overy propõe uma nova abordagem para o período, reformulando suas origens e consequências e entendendo esses atores como frutos de um cenário mais amplo. O autor defende que essa foi na verdade a “grande guerra imperial” — o resultado violento de quase um século de expansão global que atingiu seu auge na década de 1930 e no início da década de 1940, se tornaria a maior e mais custosa guerra da história humana e culminaria com o fim, em 1945, de todos os impérios territoriais. Ao longo de todo o volume, desvela-se a maneira como o conflito foi viabilizado, financiado e moralmente justificado, além do custo alto para os envolvidos e do grau excepcional de crime e atrocidade do período — tão mortal para os civis quanto para os militares. Com tradução de Berilo Vargas, Débora Landsberg e Pedro Maia Soares, o livro é publicado pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
RAPIDINHAS
Nina Berbérova. Pela primeira vez se publica no Brasil uma obra da escritora russa. A editora Kalinka noticiou que apresenta em breve a autobiografia Os itálicos são meus.
Primo Levi reeditado e retraduzido. A Record reeditou É isto um homem? e prepara uma nova edição de Os afogados e os sobreviventes. Já a Companhia das Letras publica uma nova tradução dos contos de A tabela periódica; feito de Mauricio Santana Dias.
E por falar em nova tradução... A editora Mnēma publica em edição bilíngue com tradução, introdução e notas de Gilson Charles dos Santos O asno de ouro, de Apuleio.
OBITUÁRIO
Morreu Luis Fernando Verissimo.
Reconhecido como um dos nomes mais afiados da crônica brasileira no século XX, Luis Fernando Verissimo construiu uma multifacetada obra em quase tudo distante dos modelos literários cultivados pelo pai –– Erico Verissimo. Criou uma variedade de personagens que logo ingressaram no imaginário dos leitores, como Ed Mort, Velhinha de Taubaté ou Analista de Bagé; são figuras com as quais o escritor pôde estabelecer uma crítica afiada e bem-humorada do contexto brasileiro de então. Nascido em Porto Alegre, no dia 26 de setembro de 1936, Luis Fernando Verissimo passou parte da infância e da adolescência nos Estados Unidos, período em que o pai lidava com a União Panamericana ou com as atividades de professor na Universidade da Califórnia. A inclinação para a literatura começa exatamente nesse período quando cria com a irmã Clarissa um jornal íntimo chamado O Patentino, denunciando também um prenúncio do traço humorístico que adotaria mais tarde. É ainda nesse tempo que desenvolve sua paixão pelo jazz; depois de estudar saxofone, Luis Fernando Verissimo chegou a integrar o grupo musical Renato e seu Sexteto. No regresso ao Brasil, além do grupo de jazz, passa a trabalhar na Editora Globo e nos jornais; passou pelo Zero hora, Folha da manhã, Jornal do Brasil, O globo e se destacou com uma página de humor na revista Veja entre 1982 e 1989. O primeiro livro que publicou foi O popular, recebendo boa recepção da crítica. Depois, vieram títulos como O analista de Bagé, considerada sua Magnum Opus, Comédias da vida privada, que se fez um Best-Seller e abre uma série de publicações de elevado sucesso como Novas comédias da vida privada e Comédias para se ler na escola; neste mesmo gênero destacam-se As mentiras que os homens contam, cujo reiterado sucesso levou ao As mentiras que as mulheres contam. Além da crônica, se dedicou ao cartoon (As cobras e Aventuras da Família Brasil), aos relatos de viagem (a série Traçando), ao conto (Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos), à novela (Pega pra Kappute O jardim do diabo) e ao romance; neste último gênero, destacam-se Borges e os orangotangos eternos, A décima segunda noite e Os espiões. Foram mais de setenta títulos publicados e que mereceram os prêmios Trofeu HQ Mix (1996), Juca Pato (1996) e Jabuti (2010 e 2013). Luis Fernando Verissimo morreu no dia 30 de agosto de 2025 em Porto Alegre.
DICAS DE LEITURA
1. Esconde-esconde & Lembra, não vai esquecer?, de Fiódor Sologub (Trad. Mountian Mountian, Kalinka, 112p.) O livro reúne duas novelas que marcaram o simbolismo russo e lidam com questõs de grande embate filosófico como memória, tempo, loucura e contrastes sociais. Você pode comprar o livro aqui.
2. Nossa Senhora das Flores, Jean Genet (Trad. Júlio Castañon Guimarães, Todavia, 256p.) Escrita na prisão, Genet repassa no seu conhecido estilo poético-erótico o mundo marginal constituindo uma inversão com o que a sociedade determina como mundo normal. Você pode comprar o livro aqui.
3. As oito montanhas, de Paolo Cognetti (Trad. Adriana Aikawa, Intrínseca, 256.) Três décadas de uma amizade que transforma definitivamente a vida de Pietro depois de conhecer a vida na montanha, longe da solidão urbana. Você pode comprar o livro aqui.
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
BAÚ DE LETRAS
De Luis Fernando Verissimo, aqui pelo Letras, recomendamos: este breve perfil, editado em 2009 e revisto agora; esta análise de “O falcão” feita por Davi Lopes Villaça; e a crônica em que Bruno Botto encontra com o cronista gaúcho.
A obra de Milton Hatoum tem sido diversamente explorada. Do nosso arquivo, recomendamos três publicações: a resenha do primeiro volume da trilogia que agora é concluída com a publicação do romance em destaque neste boletim; e dois textos do nosso colunista Henrique Ruy S. Santos que tratam, de Órfãos do Eldorado, o primeiro, e sobre o feminino em Relato de um certo Oriente, o segundo.
DUAS PALAVRINHAS
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?
–– Luis Fernando Verissimo
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