Boletim Letras 360º #684

DO EDITOR

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Sandro Veronesi. Foto: Leonardo Cendamo.



LANÇAMENTOS

O romance que rendeu a Sandro Veronesi seu primeiro prêmio Strega e o Prix Femina Étranger.

Nas margens do Mediterrâneo, exausto após uma tarde de surfe, Pietro Paladini é despertado de seu torpor por um som distante. “Ali!” ele grita para seu irmão, Carlo, que toma sol ao seu lado. "Ali!" E assim começa o evento que abrirá um buraco na vida de Pietro. Enquanto ele e seu irmão lutam para salvar duas pessoas que se afogam, uma tragédia se desenrola em sua casa de verão. Em vez de voltar para casa com a recepção de herói, Pietro é recebido pelas luzes de uma ambulância, pelo olhar aterrorizado de sua filha Claudia e pela terrível notícia de que sua noiva, Lara, está morta. A vida deve seguir (será que deve?) e Pietro, um executivo aparentemente realizado, precisa reencontrar seu caminho. Quando deixa Claudia em seu primeiro dia de aula, decide esperar por ela do lado de fora da escola o dia todo e, depois, todos os dias. Para protegê-la. Para se proteger. É neste “caos calmo” que se desenrola o romance que deu a Sandro Veronesi seu primeiro Prêmio Strega. Uma fábula contemporânea inesquecível sobre a vida que vira tudo de cabeça para baixo e sobre a busca por uma resolução para o insuportável problema da perda, encontrada na beleza e estranheza do cotidiano. Caos calmo sai pela Autêntica Contemporânea; tradução de Karina Jannini. Você pode comprar o livro aqui.

Todos os contos de Arthur C. Clarke. 

Escritor máximo da ficção científica do século XX, Arthur C. Clarke é um dos autores que definiram o gênero ao lado de personalidades como Isaac Asimov, Robert A. Heinlein e H. G. Wells. Ao longo de sua extensa carreira, Clarke transitou com brilho entre a ficção e a não ficção, explorando temas como a evolução da tecnologia, o futuro da humanidade e a vida fora da Terra. Seu notável talento narrativo já se anunciava em “Viagem por um fio!” (1937), conto de estreia em que descreve com humor e engenhosidade as falhas técnicas de uma máquina de teletransporte. A partir daí, suas histórias passaram a ocupar espaços ainda pouco explorados pela ficção científica, como ocorreu com “Melhorias na vizinhança” (1999), primeiro conto do gênero a ser publicado na prestigiada revista britânica Nature . Ao longo da carreira, Sir Arthur C. Clarke reuniu narrativas que deixaram marcas profundas na cultura popular mundial; entre elas, A sentinela , que serviu de base para o romance e o roteiro do aclamado filme 2001: uma odisseia no espaço. Todas essas histórias estão agora reunidas nesta coleção definitiva, que reúne mais de cem contos escritos por Arthur C. Clarke ao longo de sua carreira. Esta edição de Contos completos oferece um panorama completo de sua produção literária e um mergulho único na evolução da ficção científica, revelando influências de outras obras do autor e sua maturação estilística ao longo dos anos. O livro sai pela Aleph; tradução de Aline Storto Pereira. Você pode comprar o livro aqui.

O segundo livro do português Rui Couceiro.

Após a perda do pai alcoolista e o abandono da mãe quando tinha apenas sete anos, Beta é criada pela avó, com quem constrói um laço que molda sua visão da realidade e da vizinhança modesta do Morro da Pena Ventosa, o bairro mais antigo da cidade do Porto. Ao longo dos anos, ela desenvolve um hábito peculiar: anotar os acontecimentos do cotidiano da comunidade para depois comentá-los com a avó. Quando a matriarca morre, Beta decide seguir escrevendo como forma de homenageá-la e, ao mesmo tempo, lidar com o luto. Ela descreve monumentos e referências históricas e culturais, aproveitando seu trabalho como guia turística, e os misturam às fofocas do bairro e às histórias mirabolantes de cada personagem que habita as ladeiras estreitas da Pena Ventosa. Com profundidade, leveza e uma sutil pitada de realismo mágico, Rui Couceiro lança uma luz atual e sensível sobre essa vizinhança tipicamente portuguesa e pitoresca — e sobre a luta de seus moradores para preservar a identidade do lugar diante da gentrificação e do turismo predatório. Lírico, tocante e bem-humorado, Morro da Pena Ventosa é uma declaração de amor às histórias que atravessam gerações, às memórias que moldam quem somos e à resistência de quem luta para manter viva a alma de um lugar. O livro é publicado pela Biblioteca Azul. Você pode comprar o livro aqui.

Patrick Chamoiseau evoca, de forma impactante, o drama recente ― e muito atual ― dos refugiados na Europa

Publicado em 2017 na França, Irmãos migrantes é um ensaio e manifesto poético-político no qual Chamoiseu solidariza-se com cada vida que compõe uma das maiores catástrofes de nosso tempo: as migrações forçadas. O livro, dividido em dezoito breves capítulos escritos num estilo de ensaio livre, constitui um hino à hospitalidade e à tolerância, contra o embrutecimento do mundo. Com força lírica, nesse manifesto-ensaio a literatura se faz voz e grito, suscita outros “possíveis”, intui novos caminhos. É por meio da imaginação e da criatividade da linguagem que o autor reage à dimensão trágica dos acontecimentos. Valendo-se da poética relacional de Édouard Glissant, que também é a sua, o autor nos coloca diante dos fatos e da humanidade fragilizada de quem os vive, conclamando os leitores a também reagirem, a se implicarem e tomarem parte em um drama que diz respeito a todos os habitantes do planeta. Patrick Chamoiseau nasceu em 1953 em Fort-de-France, na Martinica. É autor de vários romances, contos e ensaios, e em 1992 ganhou o Prix Goncourt por seu romance Texaco. Hoje ele é uma das vozes mais influentes da literatura caribenha, com uma obra que se inscreve no cruzamento do francês e do crioulo. Publicação da Editora 34; tradução de Prisca Agustoni. O livro sai com prefácio de Vanessa Massoni da Rocha. Você pode comprar o livro aqui.

Insular, proceder, o novo livro de Renan Nuernberger. 

O título deste novo livro de Renan Nuernberger, o terceiro em sua trajetória, aponta para duas atitudes (além de todo jogo que as palavras isoladamente também proporcionam). Por um lado, “insular”, como a atitude do sujeito que se fecha numa ostra (tema de um dos mais belos poemas do livro), exausto do contato com o cotidiano, esse “que avilta, deprime”, como escreveria Drummond; por outro, “proceder”, verbo que leva a uma ação, dando prosseguimento a algo começado.  Este é o convite geral que Renan faz ao seu leitor: insular e proceder ao mesmo tempo, num movimento incessante; nesse caminho de enfrentamento da experiência moderna os dois atos — de se fechar e de se abrir a partir do fechamento - partem de uma tradição lírica consolidada, a que formou Renan como leitor e estudioso de poesia, e que chegou até ele não mais com seu frescor original, mas como ideologia, como algo petrificado e transformado em mercadoria.  A consciência disso, em sua poesia, desde seu primeiro livro, salta aos olhos: o que poderia ser um pastiche de formas prestigiadas da poesia parece agir por dentro do poema, reativando forças ainda inéditas, principalmente ao contrastar a forma de uma certa tradição lírica com a experiência terrível do mundo de hoje. Isso já havia sido observado por Fábio Weintraub e Pádua Fernandes no posfácio de “Luto”, segunda coletânea de Renan. Eles notavam o desajuste “entre a matéria dos poemas” e “a adesão a soluções compositivas dos poetas de outrora”. Um risco (o do mero pastiche) que se transforma num achado, pois busca na forma do poema o testemunho de uma experiência comum, de revolta e recusa, que atravessa nossos tempos. Já de saída, o poeta evoca o spleen baudelariano, a melancolia das calçadas, da vida urbana. Mas sem aquela possibilidade, mesmo que irônica, do encontro com o outro: que aqui é representado por um entregador, de capacete, com o rosto coberto e ausente, cada vez “menos irmão”. É a tônica do isolamento físico e social, cujo ápice aparecerá no poema “Por um mundo obstinadamente fechado”, que evoca Francis Ponge e seu famoso poema da ostra. O salto de Renan não objetiva a pérola, como em Ponge, mas ser a ostra: “Ser uma ostra: manter-me quieta/ ruminando meu relógio calmamente/ até o dia, enfim, em que se forme/ uma joia – encravada neste verso —, / polida sobre um parco grão de areia”. Este seu terceiro livro de poemas potencializa toda uma tradição da poesia (a do modernismo, a do concretismo e a do desbunde dos anos 70, incluindo aí a lírica da canção), e encontra a medida certa entre humor e amor, sempre necessários, e a consciência crítica. “Confundir escuridão com imobilismo é o maior dos equívocos de qualquer desbravador”, alerta o poeta-narrador do último e mais longo poema do livro. É essa escuridão que seu livro encara, enfrentando a enxurrada de múltiplas mercadorias despejadas diariamente pelo neoliberalismo. (Heitor Ferraz Mello) Publicação das Edições Jabuticaba. Você pode comprar o livro aqui.

Os novos versos de Paulo Tassa.

Luz doméstica é um projeto de reconstrução da infância a partir de sua dimensão épica: guerra e sangue, orgulho, vida e morte, lealdade, vitórias e quedas, territorialidade, pactos e rupturas, sexo, amor. Estes e outros aspectos, tão associados à epopeia, em realidade pertencem à experiência infantil, esse território que se estica até o último suspiro. Do colo materno à cidade, do quintal à rua de brincar, estes poemas confirmam a primazia dos primeiros anos de vida frente ao privilégio adultocêntrico, cuja fase, nas palavras da poeta Louise Glück, nada mais é do que a memória das primeiras vivências que uma criança tem no mundo, dentro e fora de si mesma. Publicação da editora Diadorim. Você pode comprar o livro aqui.

Novo romance de Marina Salomão Carrara.

Um jovem magistrado, em resposta a uma representação por excesso de prazo, precisa prestar contas de sua lentidão em um caso sensível que o acompanha há meses. Aos seus superiores, dirige uma espécie de defesa-autobiografia em que revisita os anos de carreira nas pequenas comarcas de Cláudia, Vera e Feliz Natal, no interior do Mato Grosso. Entre audiências, despachos e tentativas de conciliação, acumulam-se histórias extravagantes que expõem a afetação — e o ridículo — de todo um sistema que se quer solene, revelando as fissuras do universo de servidores que orbitam os fóruns, figuras tragicômicas como o próprio juiz, unidas pela contingência do cargo — e quase nada mais. E enquanto sela o destino dos outros, o jovem juiz vê o seu lhe escapar. Transferido de cidade em cidade, cercado de relações provisórias e com dificuldade de construir laços duradouros — amigos, companheira, uma família possível —, enfrenta a experiência de ter autoridade sobre tudo, exceto a própria solidão. Em Cláudia Vera Feliz Natal, Mariana Salomão Carrara confirma a singularidade de um projeto literário que se reinventa a cada obra. Com arquitetura narrativa ousada e domínio cada vez mais surpreendente da linguagem, a autora transforma o universo jurídico em matéria de ficção de alta voltagem e escancara o desconcerto cômico de quem acredita que a lei pode dar forma ao mundo — apenas para descobrir que o mundo insiste em escapar. Publicação da editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

Nova edição da obra máxima de José Donoso

O obsceno pássaro da noite é um murmúrio contínuo de Mudito sobre os Azcoitía, família de grandes proprietários de terras, bispos, senadores, beneméritas e outros ilustres da sociedade chilena, também sobre seus esquecidos, seus explorados, seus inconformes. E tudo mais que se passa na Casa de Exercícios Espirituais da Encarnação de La Chimba, instituição que abriga ex-funcionárias de famílias poderosas “inutilizadas” pela idade, e em La Rinconada, onde don Jerónimo Azcoitía cria um mundo à parte para seu único filho, Boy, com má-formação congênita, a fim de possibilitar que ele cresça sem conhecer padrões de normalidade e beleza. Com audácia expressiva e imaginação delirante, Donoso arquiteta a trajetória dos Azcoitía e de suas casas. Aqui, a esperança de salvação é a das idosas na capela de La Chimba e a única explicação possível está numa cachorra amarela. O livro sai pela editora Mundaréu; tradução de Heloisa Jahn. Você pode comprar o livro aqui.

Nova edição de um livros que reúne algumas das bases do pensamento latino-americano. 

Publicado em 1845, Facundo, de Domingo Faustino Sarmiento, é um dos textos fundadores do pensamento latino-americano. Ao tomar como figura central o caudilho Juan Facundo Quiroga, Sarmiento constrói muito mais do que uma biografia: elabora uma interpretação profunda dos conflitos que marcaram a formação da Argentina e, em sentido mais amplo, da América Latina. Entre o ensaio, a narrativa histórica e o panfleto político, o autor formula a célebre oposição entre civilização e barbárie, associando o mundo urbano, letrado e europeu a um projeto de progresso, e o universo rural dos caudilhos a forças que resistem à modernização. Essa tensão atravessa toda a obra e ajuda a compreender os dilemas de identidade, poder e cultura que ainda ecoam no continente. Clássico incontornável, Facundo permanece atual ao iluminar as raízes de debates que seguem vivos na América Latina ― um livro fundamental para leitores interessados em história, política e literatura. Publicação da editora Pinard; o livro tem tradução de Sérgio Alcides e prefácio de Ricardo Piglia. Você pode comprar o livro aqui.

Reedição de Sismógrafo, livro que destacou a obra em formação de Leonardo Piana.

Este é um livro sobre precisar crescer, sobre apaixonar-se e saber a hora de ir embora ou de simplesmente voltar para casa ― experiências que provocam terremotos íntimos, mas ainda capazes de mover placas tectônicas. Em sua estreia literária, Leonardo Piana apresenta um romance de formação chave para compreendermos as descobertas e violências vividas por homens gays que cresceram no Brasil entre meados da década de 1990 e o alvorecer do novo século. Aqui, acompanhamos o retorno de Eduardo a Andradas, pequena cidade mineira onde viveu uma adolescência marcada por conflitos familiares e pela paixão por Tomás. “Quantas imagens são necessárias para contar esta história?”, pergunta o narrador logo na abertura deste livro de fotos extraviadas, recuperadas pela escrita em technicolor de Piana. Cabe ao leitor reuni-las. Como indicam os versos da poeta Adelaide Ivánova ― “um sismógrafo vai em frente como faria uma pessoa/ decente e entregue” ―, na epígrafe da obra temos uma pista de como o objeto (ou certo personagem deste romance) se move e avança. São, afinal, os vestígios de um tempo perdido, entre fotos e memórias, que somos convidados a perseguir ao longo deste romance. Publicação da Autêntica Contemporânea. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

José Eduardo Agualusa. O novo romance do escritor angolano já conhecido dos leitores de língua portuguesa em Portugal e África chega ao Brasil pelo selo Tusquets Editores: Tudo sobre Deus.

Ricardo Domeneck. O poeta publica pela Ars et Vita A cidadania das bonecas de pano, livro que reúne 32 poemas que procuram perscrutar os múltiplos registros da poesia contemporânea.

Rene Karabash. Sai pela Ercolano o livro que da escritora búlgara colocado entre os semifinalistas do Booker Internacional. Aquela que restou tem tradução direta do original por Amélia Bonfim e Rada Gankova.

DICAS DE LEITURA

À maneira da edição passada deste Boletim, aproveitamos agora o Dia Mundial do Teatro, celebrado ontem, 27 de março, para recomendarmos três livros deste gênero. 

1. Teatro completo de Ariano Suassuna: comédias, tragédias, entremezes e o teatro traduzido (Nova Fronteira, 1838p.) Indispensável em toda biblioteca, esta caixa reúne as múltiplas vertentes de um dos nossos mais importantes nomes do gênero no Brasil. Além de obras conhecidas, a edição recupera vários inéditos, alguns que nunca foram encenados. Você pode comprar o livro aqui

2. Orgia e Animal de estilo, de Pier Paolo Pasolini (Trads. Alvaro Machado, Maria Betânia Amoroso, Cláudia Tavares Alves, Edições Cosac, 312p.) É a primeira vez que uma das muitas faces do italiano ganha presença entre os leitores brasileiros. Neste volume, o primeiro de três, encontram-se duas tragédias. Você pode comprar o livro aqui

3. Do texto impotente ao teatro impossível, de Elfriede Jelinek (Trad. Artur Sartori Kon, Perspectiva, 480p.) Conjunto de seis peças da escritora austríaca, este é também um primeiro livro que apresenta no nosso idioma essa face da Prêmio Nobel de Literatura 2004. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

No Dia Mundial do Teatro, celebramos o centenário de nascimento de Frank O’Hara. Recordamos dos nossos arquivos a reprodução de dois vídeos com imagens raras do poeta: neste, de março de 1966, o autor de Lunch Poems, no seu apartamento em Nova York, lê “Having a Coke with You”; de mais de uma década para trás, estes cortes são do filme Presenting Jane Freilicher — gravado no verão de 1952, estão em cena, além de O’Hara, John Ashbery e James Schuyler, duas figuras marcantes ao lado do poeta no que foi a chamada Escola de Nova York. 

BAÚ DE LETRAS

Uma semana de efemérides. Celebramos, além do centenário de nascimento do poeta Frank O’Hara, o centenário de nascimento de Dario Fo. Aproveitamos para destacar este breve perfil do dramaturgo italiano, Prêmio Nobel de Literatura em 1997. 

Ainda de Frank O’Hara, duas publicações do nosso arquivo: em novembro de 2021, o poeta Pedro Belo Clara publicou no âmbito do seu projeto De versos, seis poemas do poeta estadunidense — que podem ser lidos aqui; três anos antes, um breve perfil de O’Hara.

DUAS PALAVRINHAS

A sátira é arma mais eficaz contra o poder: o poder não suporta o humor, nem mesmo os governantes que se dizem democráticos, porque o riso liberta o homem de seus medos.

— Dario Fo

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.


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