O erotismo onírico que expôs os limites do surrealismo francês
Por Felipe Vieira de Almeida Georges Bataille. Foto: Hans Hinz Três jovens: o narrador sem nome, Simone e Marcelle, vivem uma sequência vertiginosa de transgressões e profanações pontuadas repetidamente por “objetos equivocados” que retornam e se multiplicam em cenários variados acompanhando em profundidade semiótica aquilo que se abre narrativamente como erotismo desenfreado. Esse é o esqueleto de História do olho , livro assinado originalmente pela corruptela Lorde Auch e escrito pelo francês Georges Bataille. Atribuímos o surgimento do movimento Surrealista à publicação do Manifesto surrealista de André Breton em 1924, vanguarda tanto estética quanto política que, a grosso modo, explorava meios de liberação do inconsciente para alcançar o maravilhoso através de uma revolução tanto estética quanto política. Dentre os célebres embates e proscrições das vanguardas europeias, chama atenção o racha direto entre Breton e Bataille que publicou seu primeiro livro literário, História do...