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Mostrando postagens de fevereiro 5, 2026

As marcas do vampiro em Virgínia mordida, de Jeovanna Vieira

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Por Vinícius de Silva e Souza Em sua estreia no romance, Jeovanna Vieira consegue algo invejável: pegar o leitor e deixá-lo incapaz de não concluir o livro — algo que, recentemente, aconteceu comigo apenas com a leitura de  A vegetariana , de Han Kang. Virgínia mordida , à primeira vista, parece um romance nichado, mas é justamente nesse aspecto que reside sua principal qualidade: o ritmo próprio e sua narrativa, que é a história de uma mas também de tantas pessoas ao mesmo tempo.  Como os começos dos feminicídios nesse tempo recordes, o começo da história é quase o mesmo: uma mulher presa a um relacionamento abusivo que escala a violência até os níveis mais extremos. Nos casos mediatizados, quase todas as vezes, fatais. Não é o caso de nossa protagonista. Por mais verossímil que fosse, uma narrativa de abuso e machismo concluir-se com a morte da vítima, muito facilmente, ficaria esvaziada de sentidos para além da denúncia, por isso, sabiamente, o romance de Jeovanna Viei...