Boletim Letras 360º #690
DO EDITOR
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links fornecidos neste boletim, você pode obter um bom desconto e ainda ajuda a manter este projeto. A sua ajuda continua essencial para que o Letras permaneça online. Esses links de os que postamos em publicações de nossa página no Facebook ou em outras redes são seguros. Em hipótese alguma, use links apresentados por terceiros passando-se pelo Letras.
![]() |
| John Williams. Foto: Paul Child Collection |
LANÇAMENTOS
Com a nova tradução deste livro, os principais romances de John Williams voltam a ficar disponíveis para os leitores brasileiros.
Na década de 1870, Will Andrews desiste de Harvard e resolve abandonar o conforto da sua vida na cidade de Boston para ir atrás de uma forma mais autêntica de viver. Sua busca o leva até Butcher’s Crossing, um pequeno povoado solitário perdido na vastidão da pradaria do Kansas e habitado por uma pequena comunidade de negociantes de peles e rudes caçadores de búfalos. Junto com outros três homens, monta uma expedição de caça a búfalos nas Rochosas do Colorado. Marcada por desafios extremos, sede, frio, calor, exaustão e por um isolamento quase total, essa caçada vai durar vários meses e se tornar uma aventura árdua na natureza selvagem, tocando os limites da sobrevivência. A nova tradução, de Lucas Lazzaretti, de Butcher’s Crossing, sai pela Arte & Letra. Você pode comprar o livro aqui.
Um romance sobre os caminhos que escolhemos e os que deixamos para trás, sobre o que significa pertencer a um lugar e sobre tudo aquilo que a linguagem tenta ― e às vezes consegue ― dizer ao mar.
Em uma pequena ilha chilena, o tempo parece ter suas próprias regras. Quando uma pandemia mundial isola o lugar do resto do mundo, um dos irmãos gêmeos Garcés ― aquele que partiu em bote meio século atrás para conhecer o mundo ― retorna de avião e se vê preso ali por um ano inteiro. Do outro lado está o irmão que nunca quis ir embora, o que ficou enraizado na terra onde nasceu. Entre os dois, uma ilha que respira e fala: a taberna num barco abandonado, o cemitério sem corpos, a campana de ouro no fundo do mar, o pacto com o diabo que ninguém esquece. São os habitantes que tecem essa história em voz coletiva, como ondas que não param ― um “nós” que guarda segredos, dívidas antigas e a memória da casa familiar abandonada. O ano em que falamos sobre o mar sai pela Pinard com tradução de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.
O terceiro volume com as epístolas de Plínio, o Jovem.
Se o monumental epistolário de Cícero, além de registrar muito de sua vida pessoal, documenta bem a dramática situação política em Roma no fim do período republicano em meados do século I a.C.; se as mais de cem epístolas de Sêneca a Lucílio mostram que ocupou artificiosamente o gênero epistolar para divulgar a filosofia estoica que professava, as epístolas de Plínio, o Jovem, constantes deste volume fazem um pouco disso tudo, mas realizam algo mais. Assim como em Cícero, lemos aqui epístolas que tratam da atuação de Plínio como advogado e orador em causas privadas, mas lemos outras que, não veiculando embora nenhuma filosofia particular, como fez Sêneca, possuem um caráter moral, como quando Plínio discorre sobre a sempre difícil questão dos escravos, cuja condição o incomoda muito porque a igual humanidade deles não o comove pouco, o que faz com que a uns ele alforrie, a outros dê liberdade (inclusive jurídica) no espaço da casa. E de modo semelhante percebemos o teor sapiencial das epístolas quando lemos o conselho de brandura que dá a um pai muito severo, as lições de vida que tira das enfermidades e a generosidade que recomenda no trato com os pobres. Entretanto, Plínio realiza algo mais que Cícero e Sêneca quando apresenta matéria diferencial relativa à deles: justamente aquela que tem um quê de fait divers, de curiosidade, que então, vemos, também integra o mundo antigo, amiúde mencionado só para veicular o que é grandioso, grave e exemplar. Também há coisas pequenas na Antiguidade e Plínio trata delas aqui quando narra haver um fantasma numa casa abandonada, que arrasta correntes (primeira ocorrência dessa imagem nas letras), e o que se fez para que desaparecesse, ou quando descreve o singular Lago Vadimão, cujas ilhotas são móveis e flutuantes, ou quando narra a inundação do rio Tibre e os estragos que traz, mas principalmente quando narra a incrível história do golfinho de Hipona, na África, que se aproxima da praia para brincar com um menino e até se deixa cavalgar por ele enquanto é escoltado por outros golfinhos. Tal como na poesia a afeição pelo pequeno e inesperado integra alguns poemas de Catulo e muitos epigramas de Marco Valério Marcial (ele mesmo contemporâneo de Plínio), assim também na prosa é principalmente nas epístolas de Plínio, o Jovem, que tal afeição encontra seu lugar. O terceiro volume das Epístolas completas, de Plínio, o Jovem, com tradução, introdução e notas de João Angelo Oliva Neto sai pela Ateliê Editorial e pela editora Mnēma. Você pode comprar o livro aqui.
Um casal e sua relação singular com uma girafa que não dorme. Eis o mote do romance do escritor sírio Khalil Alrez.
Em Uma girafa insone em Damasco, um narrador vive no zoológico de um distrito da capital, o Bairro Russo, onde divide um quarto no terraço com a namorada, Nonna, e mantém uma relação singular com a principal atração do lugar: uma girafa que não dorme. Ao redor deles se forma uma pequena comunidade, que se reúne à noite no terraço: o diretor do zoológico, um professor de francês, um comerciante, animais e figuras do bairro, entre elas Issam, conhecido por enfrentar milícias locais e proteger os vizinhos. No início do romance, a guerra permanece à distância, visível sobretudo pela televisão, que exibe imagens constantes de violência no bairro vizinho, a Ghuta de Damasco, e pelo som dos aviões sobrevoando a cidade. Dividido em três partes — “A girafa”, “Issam” e “O bairro russo” —, o romance acompanha a tentativa dos moradores de preservar um cotidiano de afetos e afazeres, mesmo sob a ameaça crescente do conflito. Aos poucos, porém, a guerra deixa de ser apenas pano de fundo e passa a atravessar diretamente o bairro, alterando de forma decisiva o destino de seus habitantes. Com uma narrativa engenhosa e envolvente, que combina uma observação refinada do cotidiano, humor e estranhamento, Khalil Alrez constrói um retrato singular de uma comunidade que tenta se manter intacta, até o momento em que isso já não é mais possível. O romance foi finalista do International Prize for Arabic Fiction em 2020. Publicação da editora Tabla; tradução de Safa Jubran. Você pode comprar o livro aqui.
Um romance magnético sobre a conturbada relação entre dois irmãos — e a tensão entre a crença e a rejeição radical da escrita.
Simon Schneider, o narrador deste romance, é um colecionador e fornecedor profissional de citações literárias para outros autores — entre os quais aparentemente se encontra, sem que ele possa imaginar, o escritor Thomas Pynchon. Numa tarde de outubro de 2017, após travar na leitura de uma frase, e receber um e-mail do irmão dizendo que está decidido a voltar a Barcelona e deseja vê-lo, Simon empreende uma reflexiva caminhada da casa em ruínas onde vive isolado até Cap de Creus, região de paisagem dramática e escarpada no nordeste da Catalunha. O irmão é um escritor de sucesso mundial que há décadas vive em Nova York sem dar as caras, alimentando ao redor de si uma aura de invisibilidade e mistério. Há anos trabalhando para Rainer, como uma espécie de assessor literário, pesquisando e enviando a ele citações de livros e instruções “sobre como organizar a incursão do intertextual” em seus romances, Simon agora tenta decifrar o que está por trás do retorno irmão e, ao mesmo tempo, confrontar seu próprio destino. Numa Catalunha à beira do colapso, ardendo em protestos por conta do referendo de independência, a trama torna-se um labirinto de memórias, rumores, citações, apagamentos, pistas falsas e epifanias —uma investigação sobre o que significa criar, sobre quem escreve para existir e quem escreve para desaparecer. Esta bruma insensata sai pela Companhia das Letras; tradução de Josely Vianna Baptista. Você pode comprar o livro aqui.
Um romance profundamente humano sobre uma família em lenta e inesperada erosão. A obra-prima de uma das maiores ficcionistas contemporâneas.
Com este romance que é considerado um clássico contemporâneo de língua inglesa — publicado originalmente em 1984 e até então inédito no Brasil — Helen Garner se firma como uma das vozes mais importantes da ficção atual. Em diálogo com autoras como Joan Didion e Virginia Woolf, ela constrói, com precisão e sensibilidade, um retrato intenso das tensões morais e afetivas do nosso tempo a partir da rotina de uma família nos subúrbios de Melbourne. Bach para crianças acompanha Dexter e Athena Fox, seus dois filhos pequenos e o mundo protegido que eles constroem a quatro mãos. Entre as tarefas da casa, as demandas do cuidado e uma rotina aparentemente apaziguada, a família se move num equilíbrio frágil, sustentado por gestos mínimos e por uma vaga noção de harmonia. Esse cotidiano começa a se alterar quando Elizabeth, uma antiga amiga de Dexter, reaparece e arrasta o casal para um circuito livre e boêmio que pulsa à margem da vida doméstica. Elizabeth namora Philip e, após a morte da mãe, deve manter sob sua órbita a irmã adolescente, Vicki, às portas de uma iniciação afetiva e sexual. A aproximação entre esses dois núcleos familiares instala uma convivência instável, na qual desejos, ressentimentos e expectativas mal formuladas passam a circular livremente. Pintado em pequena escala e atravessado por um fundo musical sutil, este é um romance sobre o custo dos compromissos e a vertigem da liberdade, delicadamente traçado por uma das grandes prosadoras contemporâneas. Publicação da Todavia. Tradução de Beatriz Galindo. Você pode comprar o livro aqui.
Estreia no Brasil livro de Deirdre Kianhan, premiada dramaturga irlandesa.
Uma velha canção, quase esquecida nos apresenta James, um ator idoso diagnosticado com a doença de Alzheimer. Contracenando com seu eu mais jovem, ele transita entre lapsos de memória e momentos de lucidez, tentando reconstruir fragmentos de sua própria história e a de seu país. À medida que recordações pessoais — da juventude, do amor, da família — se entrelaçam com lembranças de fatos históricos da Irlanda, a peça articula o íntimo e o coletivo e transforma a experiência da deterioração cognitiva em uma poderosa reflexão sobre o que permanece quando a mente falha. Organizado e ilustrado por Beatriz Kopschitz Xavier Bastos, autora também da introdução, este livro de Deirdre Kianhan, premiada dramaturga irlandesa, sai pela editora Iluminuras. A tradução é de Domingos Nunez. Você pode comprar o livro aqui.
O novo romance de Ieda Magri.
Xaxim é o nome que se dá ao tronco fibroso usado como vaso para certas samambaias. É também uma cidade no mapa, no interior do Brasil. É nesse duplo território, matéria e lugar, que Ieda Magri constrói uma narrativa em que o passado se infiltra no presente e a memória se organiza menos como linha do que como sobreposição. Na casa das freiras, onde passa a infância e a adolescência, a narradora aprende a olhar o mundo ao mesmo tempo em que toma distância dele. Entre a disciplina dos dias e as pequenas epifanias que marcam a formação de uma jovem leitora, emerge uma geografia íntima, um museu imaginário feito de imagens, dúvidas e tentativas de entender o próprio lugar no mundo. Ao revisitar essa história, já adulta, ela não busca respostas, mas as formas que a memória encontra para permanecer. Como uma infiltração que se espalha lentamente, o passado desenha mapas imprecisos, nos quais vida, linguagem e experiência se confundem. Em Xaxim, Ieda Magri confirma a força de uma escrita que transforma o íntimo em paisagem e faz da lembrança não um abrigo, mas um campo de investigação: como pode um mapa de caminhos palmilhados no passado se impor à geografia do presente? Publicação da Autêntica Contemporânea. Você pode comprar o livro aqui.
Nada além de flores marca a chegada ao Brasil de uma voz fundamental da literatura e performance contemporânea: a escritora, poeta e ativista namibiana-alemã Stephanie-Lahya Aukongo.
Traduzida do original alemão por Jess Oliveira e Raquel Alves, a coletânea utiliza a poesia como uma forma de “intromissão” necessária, transformando sentimentos em letras para tensionar as fronteiras entre o íntimo e o político. Ao dar corpo a vivências marcadas pela diáspora, o livro convida leitoras e leitores a desarmar olhares estereotipados e a reconhecer a sofisticação de uma escrita que, embora sutil como as flores do título, carrega a força insurgente de quem reivindica o direito à própria narrativa. Sua escrita, portanto, parte de uma experiência concreta: crescer entre línguas, países e histórias que não se encaixam facilmente umas nas outras. Seus poemas não procuram resolver esse desencontro, mas trabalham dentro dele. Ligada à cena de slam poetry na Alemanha, sua poesia carrega marcas da oralidade e da performance. O ritmo, os cortes e as repetições não funcionam como ornamento, mas como estrutura. O resultado é uma poesia que não oferece síntese nem pertencimento fácil, mas insiste em permanecer nesse espaço instável, onde identidade e memória continuam em disputa. Publicação da Relicário Edições. Você pode comprar o livro aqui.
A estreia de Esther Faingold.
Em Apneia, a narradora tem o mesmo nome da autora. Não é jogo de espelhos, mas a própria matéria do livro, que, como uma fratura exposta, se confunde com a vida. Esther escreve sob a ameaça do apagamento neurológico — não em forma de memórias apaziguadas, mas como um arquivo em combustão. Ela é uma mãe em Manhattan, às vésperas de um eletrochoque: não colapsa de súbito, mas depois de uma vida inteira afrontando a ordem familiar, religiosa, social e profissional. O peso de cada ruptura se acumula em silêncio até que ela decide es¬crever uma carta testamento para a filha adolescente. O que começa como um registro se converte em desmonte da vida, da linhagem, da língua. A autora trabalha com o que sobra da violência: o não dito, o que a linhagem se recusou a nomear. Ecoando Simone Weil, para quem nada possuímos além do poder de dizer “eu” e de destruí-lo, Apneia conversa com A redoma de vidro, de Sylvia Plath, mas vai adiante ao rastrear o colapso na linhagem — na tia avó, na mãe tomada como latrina pela família e, por fim, na própria carne. O livro recusa a linearidade e avança e recua como maré, entre um sul do Brasil opressivo — onde a narradora é criada por avós herméticos e por uma tia avó congelada em um único gesto — e a adolescência em Israel, enquanto, no presente em Nova York, ela rasga o próprio percurso e o remonta em estilhaços: “Qual a diferença entre Manhattan e o cu de uma cobra?” Publicação das Edições Cosac. Você pode comprar o livro aqui.
Um introdução à poesia pelas mãos de um poeta.
A poesia vive tentando escapar às definições ou aos adjetivos por vezes nada elogiosos que a denominam. Para alguns, ela é difícil e incompreensível, mas para Tarso de Melo ela é mais que útil: essencial. Neste ensaio, o poeta e editor propõe uma conversa descontraída sobre os principais aspectos envolvidos nessa arte e demonstra que o conhecimento da poesia pode se dar através de diversas formas, modos de ler e escutar. Não há regras nem pré-requisitos, e sim trilhas para se aventurar neste vasto universo inventivo. Dividido em seis partes que podem ser lidas independentemente, ele aborda tanto a natureza e a função da poesia, como as origens e histórias que a constituem. Também reflete sobre os usos da linguagem e as múltiplas possibilidades que um poema pode assumir, além de oferecer algumas estratégias para a apreciação deste “bicho arredio” ― ou, como preferiu João Cabral de Melo Neto ao emprestar o conceito de Le Corbusier, desta “máquina de comover”. Seja pelo contato com a obra de nomes como Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Charles Baudelaire ou Vladimir Maiakóvski, das brasileiras Cecília Meireles, Ana Cristina Cesar e Orides Fontela, seja pelo rap dos Racionais ou pelas canções entoadas por Chico Buarque, seja ainda pelos poemas estampados em muros ou nas redes sociais, o autor propõe que a graça da poesia está em nos fazer enxergar além de seus limites. Assim, ideal para o público não especializado no tema, o livro desfaz preconceitos e abre portas para que escutemos de perto o som, o ritmo e os sentidos das palavras poéticas, nos aproximando enfim do que Octavio Paz nomeou como “música do mundo”. Música do mundo: introduções à poesia sai pela editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.
Em nove textos repletos de verdadeiras iluminações sobre o ato da escrita, e a partir da leitura de autores diversos, o autor investiga o que sustenta a formação de uma voz literária. Um livro para quem escreve e para quem quer escrever.
Escrever é um gesto simples — e, ao mesmo tempo, uma das tarefas mais complexas que alguém pode assumir. Entre a primeira leitura que nos transforma e a primeira frase que ousamos escrever existe um território movediço, povoado por dúvidas, desejos e forças históricas que moldam aquilo que chamamos de literatura. Combinando ensaio, crítica literária e uma espécie de pedagogia da imaginação, Roberto Taddei parte de uma pergunta aparentemente modesta — como alguém passa do lugar de leitor para o de autor? — para construir uma reflexão ampla sobre liberdade criativa, consciência formal e autonomia. A partir da leitura de textos de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Anton Tchekhov, Jorge Luis Borges, Alice Munro, J.M. Coetzee, Geovani Martins, Cidinha da Silva e outros autores, ele mostra como a literatura é atravessada por gênero, classe, raça, história colonial e tradição, e como cada escritor, ao escrever, negocia com essas forças para criar algo que seja verdadeiramente seu. Sem condescendência nem simplificação, uma reflexão sobre o que pode a literatura hoje, e sobre o que pode cada um de nós quando decide transformar sua própria experiência em linguagem. Ser escritor: liberdade e consciência na criação literária é publicado pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
RAPIDINHAS
Valter Hugo Mãe. Aporta em breve entre os leitores brasileiros um novo romance do escritor português. O século dos imbecis retrata uma vila montanhosa marcada pela cobiça, pelo boato e por uma fé frágil.
João Guimarães Rosa na língua inglesa. Sai em janeiro de 2027 uma nova tradução de Grande sertão: veredas (Vastlands). Feito de Alison Entrekin. A edição terá introdução de Colm Tóibín.
Hermann Hesse. A editora Zain anunciou para o mesmo ano de 2027 a publicação de Gertrud. A história de um amor frustrado marcado pela relação exclusiva e obsessiva de um compositor com a música.
Antonio Carlos Secchin. A editora Patuá publicou o novo livro do poeta — Desmentir. Estruturado em três partes, a obra que sai quase uma década depois do último título reúne poemas de formas diversas e marcadas pelos trânsitos entre a tradição e a contemporaneidade.
DICAS DE LEITURA
1. Satanás, de Mario Mendoza (Trad. Maria Alzira Brum Lemos, Tusquets Brasil, 224p.) Uma trinca de narrativas marcadas pela dualidade entre o bem e o mal numa Bogotá errática. Você pode comprar o livro aqui.
2. Infenso, de André Capilé (Macondo Edições, 100p.) O poeta revisita as mitografias bantas e nagôs e entre a experimentação formal e a experiência vivida oferece um dos mais inventivos trabalhos na poesia brasileira atual. Você pode comprar o livro aqui.
3. A lua vem da Ásia, de Campos de Carvalho (Autêntica, 176p.) Uma pseudobiografia em forma de diário com as reminiscências de um herói bufão que vive em um hotel com um quê de claustro burlesco. Você pode comprar o livro aqui.
BAÚ DE LETRAS
Três entradas no Letras à volta de John Williams e sua obra. Stoner, outro dos romances mais conhecido de John Williams, foi resenhado por Pedro Fernandes. O texto foi publicado aqui em abril de 2020. Neste ensaio que traduzimos quase um ano antes um percurso pela obra do escritor e nesta outra tradução uma entrevista com Nancy Gardner Williams.
DUAS PALAVRINHAS
Se eles conseguem fazer com que você faça as perguntas erradas, eles não precisam se preocupar com as respostas.
— Em O arco-íris da gravidade, Thomas Pynchon
...
* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

Comentários