Entre arquivos e a figura paterna em Visita ao pai, de Cristovão Tezza
Por Douglas Sacramento Cristovão Tezza. Foto: Renato Parada. Reprodução a partir da Folha de S. Paulo . A literatura na contemporaneidade faz um retorno ao arquivo. Os autores têm retornado às suas próprias genealogias e construído ficção a partir dos materiais deixados e conservados pelos familiares. Ao tratar do verbete “Arquivo”, o livro Indicionário do contemporâneo compreende que existe essa faceta do contemporâneo em “trabalhar com os restos”, resultando num acolhimento “dos espectros”. Na utilização do arquivo, os autores transformam e aglutinam seus materiais no literário. O arquivo está “sujeito a metamorfose”. É nesse processo de inserir, ampliar e estabelecer diálogos com o arquivo do pai por meio da autoficção que Cristovão Tezza constrói Visita ao pai (2025). O autor, que nasceu em Santa Catarina, escreveu mais de vinte e cinco livros e possui obras publicadas em mais de quinze países, tem como obra mais conhecida e premiada O filho eterno (2007). Se em ...