Franz, de Agnieszka Holland
Por Pedro Fernandes Numa certa passagem de Franz (2025), da cineasta polonesa Agnieszka Holland, uma guia explica a um grupo de turistas em língua francesa que visita o museu dedicado ao escritor localizado em Praga duas instalações colocadas uma ao lado da outra que explicitam por contraste parte significativa da bibliografia dedicada ao estudo da obra kafkiana e a pequena mala com a qual Max Brod conseguiu transportar os papéis do amigo, salvando-os do interesse de destruição recomendado pelo próprio Kafka e das mãos dos nazistas. Nessa hiperbólica biblioteca acerca da obra, a seção de imagens é mais tímida. No nicho das cinebiografias, por exemplo, repousam o próprio filme de Holland e o do estadunidense Steven Soderberg, Kafka (1991). Se formos mais generosos com a catalogação, podemos acrescentar a minissérie austríaca de David Schalko, também intitulada Kafka (2024). É possível que, numa era de regresso ao culto do autor, as coisas mudem um pouco. As coisas talvez dependa...