Tratado do tempo: notas sobre Ressuscitar mamutes, de Silvana Tavano
Por Vinicius de Silva e Souza Tenho evitado ler literatura brasileira contemporânea porque se deixar, leio apenas isso. Queria, esse ano, ler mais livros em inglês; mais clássicos; mais literatura estrangeira. Até tenho conseguido, apesar de me ver constantemente sequestrado pelas Histórias em Quadrinhos. Mas eis que peguei alguns brasileiros para ler nesse último mês — Salvar o fogo , de Itamar Vieira Junior, poesia, é claro, sempre. Ressuscitar mamutes , em particular, me despertou bastante curiosidade porque, primeiro, já conheço Silvana de uma rápida oficina online que fizemos em um dia qualquer de 2022, se não me engano, e, segundo, por sua fala na Festa Literária Internacional de Paraty em 2024. Acrescento ainda um terceiro motivo: quão bem essa obra foi na temporada de premiações passada: levou o Oceanos na categoria prosa e figurou como finalista em diversos outros prêmios. Pois bem, me aventurei nessa leitura e o resultado não poderia ser mais — faltou adjetivo para concl...