As Eruditas, de Molière, e a encenação de Emma Dante
Por Amanda Fievet Marques Foto: Christophe Raynaud de Lage/ La Comédie Française As Eruditas (1672), de Molière, é uma comédia de costumes em cinco atos, que satiriza o pedantismo e a falsa erudição. A peça opõe fundamentalmente as irmãs Armande, que se diz filósofa e apregoa o primado do espírito sobre o corpo, e Henriette, que deseja se casar e constituir uma família com Clitandre. A posição de Armande é reiterada pela sua mãe, Philaminte — que, embora também se arrogue tão conhecedora da filosofia é incapaz de controlar seus humores contra o seu marido Chrysale, dominado por ela —, e por sua tia, Bélise, que crê lunaticamente ter todos os homens a seus pés. Já Henriette tem ao seu lado seu pai Chrysale que, para sua alegria, vai tentar casá-la com Clitandre — que a corteja e de quem ela gosta —, contra o desejo de Philaminte de casá-la com o falso poeta Trissotin. A sátira do pedantismo se acentua e gera o riso pelo exagero, por exemplo, quando Philaminte despede sua empregada...