Dois romances de Oscar Nakasato
Por Eduardo Galeno Oscar Nakasato. Foto: Gilvam César Borges No geral, o romance Ojiichan me pareceu dar uma certa continuidade ao aclamado vencedor do Jabuti de 2012. Não quero falar de saga porque cada livro é uma história, mas de buscar conter respostas satisfatórias sobre a escrita de Oscar Nakasato, incluindo na bolsa a sua invenção da arte de contar. Em qual sentido, resumidamente, ele chega? No modo onde a ação passa do exercício social ao existencial. Para não ficarmos no clichê do fato de Satoshi ser idoso, quer dizer, na afirmação de um ídolo narrativo , verifiquei três posições que podem fugir da rotina na interpretação: A primeira é a sensibilidade com que o protagonista participa do mundo, que antecipa a sua autonomia frente a ele. O saber nasce da percepção imediata do ambiente, do corpo, das marcas sensuais sobre a matéria. Ojiichan apreende a realidade antes de qualquer reflexão, desse modo, pelo viés da presença. O conhecimento surge como impressão acumulad...