King Kong, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack



Para as gerações que cresceram jogando videogame, acostumadas com os mais modernos efeitos especiais e trabalhos de computação gráfica, a versão original de King Kong deve parecer boba, infantil e sem graça. Mal pode-se imaginar o furor que o filme causou nas plateias no seu lançamento, em 1933. Os cinemas literalmente tremiam com os gritos do público. O longa arrecadou o recorde de US$ 90 mil de bilheteria apenas na primeira semana de exibição nos Estado Unidos. O sucesso ajudou a produtora RKO a escapar da falência.

Se hoje o gorila criado em processo básico de animação pode parecer precário, para a época era um fenômeno de tecnologia, um marco dos efeitos especiais (os modelos criados para representar o monstro tinha apenas 40 centímetros). Na conhecida história, a criatura é levada a Nova York por uma equipe de filmagem, apaixona-se por uma atriz (Fay Wray) e foge, promovendo o medo. O desfecho, com Kong escalando o Empire State, maior prédio do mundo na época, é dos mais marcantes da história do cinema.

King Kong pode ganhar diversas leituras: uma história de amor herdada de A Bela e a Fera, de Jeanne-Marie Leprince, a luta do homem contra a natureza, ou até uma alegoria do mal-estar sofrido por alguém que se sente diferente ou inferiorizado em relação aos padrões vigentes. A história ganhou duas refilmagens. A mais recente, de Peter Jackson (O Senhor dos Anéis 2001/2003/2005), é estrelado por Naomi Watts como a bela. 

* Revista Bravo!, 2007, p.109.

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