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Gustave Flaubert ou a invisibilidade autoral

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Por Toni Montesinos Gustave Flaubert. Ilustração: J. J. Sempé   Já dizia a dupla formada por Jules e Edmond de Goncourt, em seu diário de 1860, cujos relatos da história relegou ao esquecimento, mas cujo sobrenome tem eco constante no meio cultural gaulês e até internacional para o prêmio assim chamado, o que passou a ser realizado para cumprir com uma vontade registrada em testamento por Edmond. Referimo-nos a esta afirmação — “Oh, querer fazer algo novo custa caro!” — dita num período quando a França estava sofrendo uma avalanche de acontecimentos logo após Luís Napoleão Bonaparte, presidente da Segunda República Francesa, dar um golpe de estado para se tornar Napoleão III. Algo que geraria, como consequência direta no campo literário, o exílio de Victor Hugo e um clima de censura perpetrada contra os meios de comunicação.   Por exemplo, em 1853, os Goncourt foram processados ​​por um artigo que pretendia refletir o ambiente da rua de onde moravam até o endereço do jornal para o qual