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Mostrando postagens de outubro 20, 2016

Dario Fo

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Depois de mais de setenta anos pisando as tábuas dos palcos, e forjando as do compromisso político, ficamos sem Dario Fo, o homem que gostava de se apresentar como um continuador dos menestréis. Dramaturgo de uma narração oral arcaica e eficaz, cuja presença, pertinente em sua obra, Fo conseguiu preservar, contra o vento e as marés políticas e teatrais do século XX, esse modo único de fazer arte engajada sem transtorná-la em panfleto e isso em um tempo atravessado por esse curto interesse. Na  arte dramática atuou em todas as frentes, da construção de papéis aos cenários; como autor, ator, diretor e ativista. Seu compromisso político, como esperado, criou diversos problemas com a censura de instituições seculares, com os fascistas viciados pelo ódio; algumas das agressões graves — contra ele e a sua companheira, a também teatróloga Franca Rame, como a proibição de participar em importantes trabalhos para atuar nos Estados Unidos devido sua posição de ferrenho esquer...