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Mostrando postagens de Fevereiro 24, 2022

O que pensar da força invisível do cotidiano?

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Por Tiago D. Oliveira   O que pensar do cotidiano, este sono sem sonho? Talvez o que a poesia perceba é exatamente a sua força raiz que se figura como um nome. O que nomina tem a potência que carrega o mundo, as coisas, as pessoas. O nome é o incêndio que sustenta a razão. O escudo, a espada que re/define a linha tênue que nos define vivos na carne ou na memória. Pensar as relações possíveis que o tamanho da palavra pode causar, pensar aqui é estrofe, é verso.   Em Lumes , novo livro de poemas da portuguesa Ana Luísa Amaral editado no Brasil pela Iluminuras, o leitor encontra o livro What’s in a Name? , editado em Portugal pela Assírio & Alvim, somado a outros poemas inéditos. Outro diferencial da edição brasileira é o posfácio feito pelo escritor e professor Fernando Paixão.   Logo no primeiro poema que abre o livro, “What’s in a name”, lemos — o que há num nome? — o que ampara pensarmos tudo o que o nome esconde. O nome pode garfar, abrir ou fechar portas, o que castra uma séri