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Mostrando postagens de Junho 28, 2021

Guimarães Rosa aporta no Uruguai

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Por Guilherme Mazzafera João Guimarães Rosa discursa no Ministério das Relações Exteriores, 1959.   Não foi sem alguma surpresa que me deparei há alguns anos com um livrinho de Guimarães Rosa publicado no Uruguai. Intitulado Con el vaqueiro Mariano — relatos (Ediciones de la Banda Oriental, 1979), com tradução de Washington Benavides e Eduardo Milán, o livro reúne duas narrativas fundamentais de momentos de escrita distintos na obra de Rosa: o próprio “Com o vaqueiro Mariano” e “São Marcos”. Este, extraído de Sagarana (1946), funciona como uma espécie de núcleo linguístico da obra de estreia, delineando uma poética precisa que tanto valoriza o “ileso gume do vocábulo” como a tensão inelidível entre as instâncias letrada e popular de linguagem, imortalizada no duelo poético em gomos de bambu protagonizado pelo narrador em primeira pessoa e seu rival, “Quem-será”. A importância deste texto para a obra rosiana é indicada pelo próprio autor quando indagado sobre a gênese das narrativas