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Mostrando postagens de agosto 8, 2018

Sylvia Plath para crianças

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É sabido que Sylvia Plath, apesar de incansavelmente uma amante do trabalho, estudiosa, irrequieta e apaixonada, gostava – e muito – de passar o tempo na cama. Em suas biografias se menciona inclusive um período em Londres, antes do nascimento de seus filhos, em que com seu marido Ted Hughes dedicava um dia da semana para que cada um permanecesse aí recostado, lendo, escrevendo, comendo torradas, enquanto que o outro se dedicava às tarefas mais urgentes da casa. É possível imaginá-la então, numa dessas estâncias preguiçosas, desenhando mentalmente um catálogo de camas estranhas, lúdicas e diversas, onde descansar. Disso trata, aliás,  O livro das camas , reeditado pela Globinho, selo de infantis da Globo Livros; um precioso volume. Esta é uma peça que pode ser catalogada (e tem sido) como histórias para crianças, mas também é apreciável por leitores fieis à escritora seja por sua raridade (da obra) seja pelos vínculos imprevisíveis com sua obra adulta . E, além disso, é uma obra