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Mostrando postagens de Dezembro 8, 2009

Gastão Cruz, poeta e ensaísta

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Por Pedro Fernandes Som da linguagem Por vezes reaprendo o som inesquecível da linguagem Há muito desligadas formam frases instáveis as palavras Aos excessos do céu o silêncio as constelações caem vitimadas pelo eco da fala. — Gastão Cruz, em Câmpanula   Minha descoberta sobre o trabalho poético de Gastão Cruz se deveu ao contato com outra obra: a de Fiama Hasse Pais Brandão. Os dois foram casados e atuaram vivamente nas artes em Portugal. Estiveram, por exemplo, entre os fundadores do Grupo de Teatro de Letras, de quando eram estudantes na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; os dois estão entre os nomes principais do coletivo Poesia 61, que se tornaria um marco para a poesia da segunda metade do século XX.   Minha descoberta de Gastão Cruz foi logo dupla: o poeta autor da recente antologia editada no Brasil A moeda do tempo e outros poemas (Língua Geral, 2009) e o ensaísta que no dia 18 de setembro de 2009 subiu à tribuna do histórico prédio da primeira sede da Universida