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Mostrando postagens de Agosto 25, 2015

Ernest Hemingway e Martha Gellhorn: a guerra era uma festa

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Por Tereixa Constenla


Com 50 dólares e sem noção de espanhol, a jornalista estadunidense Martha Gellhorn cruzou a pé a fronteira para entrar, na chegada da primavera de 1937, num país em guerra. Era sério seu empenho. “Fui para a Espanha com os meninos. Não sei quem são os meninos, mas vou com eles”.
Duas semanas depois, vivia numa cidade sitiada, num hotel cheio de importantes personagens, num espaço ocupado por um daqueles meninos: Ernest Hemingway. Em Espanha foi a primeira vez que Gellhorn pisou numa guerra, o que lhe despertaria novos interesse em depois ir à outras frentes de batalha no mundo todo até se despedir com as crônicas sobre a invasão no Panamá quando já tinha 81 anos. A fúria, sua energia motriz, tardou a extinguir-se em quase nove décadas de vida e ainda sobreviveu às dores necessárias que foram capazes de lhe permitir escrever sua biografia ao lado do seu ex-companheiro. Embora a morte de Gellhorn incite a pensar que havia feito as pazes com ela mesma enquanto Hemin…