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Salò ou os 120 dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini

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Por Pedro Fernandes Pier Paolo Pasolini é apontado com um dos mais fecundos intelectuais italianos do século XX. Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário, teatrólogo, linguista, argumentista, roteirista, cineasta, teórico de cinema, interessou-se ainda pelas artes plásticas, escreveu inúmeros artigos em jornais e revistas e manteve uma intensa correspondência com amigos e leitores. Quer dizer, um universo rico e impossível de ser alcançado porque sempre em expansão a partir das leituras que sobre ele se fizeram desde então.  Salò ou os 120 dias de Sodoma é seu último trabalho para o cinema. O filme é também uma das obras mais perturbadoras da história do cinema: pelo seu conteúdo - a primeira coisa que logo chamará atenção do telespectador, evidentemente - mas, também pela leitura terrível que o cineasta faz acerca do modelo social que se estabelece com a estabilização do modelo burguês capitalista no centro de mando e de poder.   Da primeira camada, essa que é sufic