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Romantismo e Alemanha: uma questão de necessidade

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Por Marcelo Moraes Caetano Caspar David Friedrich. Dois homens à beira-mar . 1817.     A identidade cultural — ou ao menos a sua busca — tem sido elemento incontestável na formação de indivíduos e de coletividades desde, no mínimo, o início do Paleolítico Superior, com a “Revolução agrária”, e o início da Idade dos Metais, com a “Revolução da escrita”. Há quem conteste, sempre sem êxito, ao menos até hoje, a tese. Os marcos da Germânia (ou Hermania, “terra dos irmãos”, em latim), que fundaram a mais ostensiva dinastia europeia, a dos Habsburgo; que praticamente inventaram a infalibilidade da tática da guerrilha, com Aníbal; que atestaram a quimérica convivência entre o Sacro Império Romano-Germânico e a Reforma Protestante de Lutero e Calvino; que observaram, mudos, por séculos, verdadeiras hidras de Lerna como o Império Austro-Húngaro, a Tchecoslováquia, a Iugoslávia, Weimar, Boêmia, entre outras peripécias; esses marcos necessitavam, após a “Revolução intelectual” dos séculos XVI, XV