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Fiódor Dostoiévski, o filósofo da liberdade

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Por Gary Saul Morson No dia 22 de dezembro de 1849, um grupo de ativistas radicais foi retirado de suas celas na Fortaleza de São Pedro e São Paulo em São Petersburgo, onde foram interrogados por oito meses. Foram levados para a Praça Semenovski e ali ouviram suas sentenças de morte por fuzilamento. Receberam longas batas brancas de camponês e gorros — suas mortalhas — e foi oferecida a extrema unção. Os três primeiros presos foram agarrados pelos braços e amarrados a um poste. Um deles se recusou a ser vendado e olhou desafiadoramente para as armas apontadas em sua direção. No último minuto, os soldados baixaram as armas quando um mensageiro entra a galope com um decreto imperial substituindo suas sentenças de morte por reclusão num campo de prisioneiros na Sibéria, seguido por um período de serviço militar no exército. Esse resgate de última hora, na verdade, foi planejado com antecedência e fazia parte da punição, um aspecto da vida pública que os russos entendem especialmente bem.