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As ilhas e a literatura, um elo infinito

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Por Alfonso Aguirre Muñoz Antoine Watteau. Le Pèlerinage à l'île de Cythère.   “No princípio era o verbo”. Em torno do verbo, que é o início da consciência, sempre existiu o ambiente. Palavra e ambiente, entre a imaginação e a realidade, dialogam incessantemente, uma alimentando a outra. O princípio é origem no tempo e origem da natureza, da materialidade, do cosmos, da terra, da água. Tempo, espaço e sentido andam de mãos dadas.   As ilhas têm sido um território fértil para a inspiração. Representam mesmo um ambiente de segunda ordem: o sujeito rodeado de terra e ao redor de ambos o mar, só do mar. O centro se lança à periferia, oferecendo o distanciamento que permite a abstração. As ilhas são cenários que provocam reflexão sobre o sentido da vida, inspiram ilusões, desafiam aventureiros, iluminam propósitos e, por fim, alimentam a literatura. Além do divino, o verbo em seu contexto é a essência da chave literária e da filosofia.   Existem dois exemplos paradigmáticos de como a p