Boletim Letras 360º #574

 
 
DO EDITOR
 
Olá, leitores! Nesta semana vocês começaram a conhecer os novos autores que publicarão no Letras a partir desse ano; saíram os textos de estreia de Vinícius de Silva e Souza e de Guilherme de Paula Domingos. Estejam atentos que virão outros nomes na semana seguinte.
 
Os estreantes foram os selecionados na chamada divulgada no início de 2024. Mas, se você tem interesse em publicar seu texto no blog, sabia que isso pode acontecer sem que seja um colunista? Conheça os interesses editoriais desta página, como organizar e enviar o seu texto, por aqui.
 
Esta edição do Boletim Letras 360º é dedicada integralmente à literatura feita por mulheres e reflete a recente reabertura desse território artístico para elas. Que assim continue, porque muito ainda falta para se aterrar do grande fosso que divide homens e mulheres. Da parte deste projeto, é um pequeno gesto para o 8 de Março deste ano. Um excelente final de semana!

Deborah Levy. Foto: Colin McPherson


 
LANÇAMENTOS
 
Um novo livro de Deborah Levi entre os leitores brasileiros.
 
No auge da sua carreira, a virtuosa do piano Elsa M. Anderson abandona o palco em Viena, durante uma apresentação. Agora, ela está num mercado de pulgas em Atenas, à deriva, com a autoimagem em ruínas, observando uma mulher desconhecida, mas estranhamente familiar, comprar o último par de cavalos mecânicos que dançam quando suas caudas são puxadas para cima. As duas usam o mesmo casaco, um sobretudo verde com cinto bem apertado e, em pouco tempo, Elsa é compelida pela sensação de que está olhando para si mesma, ela era eu e eu era ela. Uma questão central emerge do encontro: quem é real e quem não é? Com uma narrativa de qualidade musical apropriada — avançando em surtos, repetindo refrões, explorando silêncios — Deborah Levy navega por temas já muito consistentes em sua obra: identidade, feminilidade, a dinâmica de poder contemporânea em processo de transformação. E coloca “o duplo” a serviço do seu desejo de fazer travessuras e brincar com símbolos e conexões. Em Agosto azul, nenhum ouriço-do-mar representa apenas a si mesmo. Têm seus duplos também os pianos, os biscoitos de amêndoa, os cavalos mecânicos. Tudo são pistas para um outro evento, e isso nos impele a acompanhar a história com atenção, e voltar a ela outras vezes para, no fim, talvez, sermos capazes de responder: qual de nós é o instrumento, o piano ou o pianista? Esta é uma publicação da editora Autêntica com tradução de Adriana Lisboa. Você pode comprar o livro aqui.
 
A correspondência que aproximou dois vultos da literatura de dois continentes distantes: de Victoria Ocampo para Virginia Woolf.
 
“Eu olhei para ela com admiração. Ela olhou para mim com curiosidade. Foi tanta curiosidade por um lado e tanta admiração por outro, que logo ela me convidou para ir à sua casa.” É assim que Victoria Ocampo narra o seu primeiro encontro com Virginia Woolf, ocorrido em 1934, na abertura de uma exposição do fotógrafo Man Ray, em Londres. Esse momento daria início a uma intensa troca de cartas entre as duas escritoras e editoras: Virginia, à época já consagrada; Victoria, uma intelectual bastante influente em seu país, Argentina. A correspondência entre as duas escritoras, que se mantém ativa no tumultuoso período de 1934 a 1940, resultará em uma forte amizade literária e em eventos significativos, como as primeiras publicações na América Latina dos livros de Virginia Woolf, além da inspiração para que Victoria Ocampo fortalecesse, a partir desse contato, o seu feminismo e a sua escrita. Publicado pela primeira vez no Brasil, este conjunto de cartas vem amparado por uma série de notas explicativas e pela apresentação da organizadora argentina Manuela Barral. A edição conta ainda com o ensaio de Victoria Ocampo intitulado “Virginia Woolf e seu diário” e com perfis biográficos das duas autoras, escritos por Emanuela Siqueira e Karina de Castilhos Lucena. A tradução é de Emanuela Siqueira, Nylcéa Pedra e Rosalia Pirolli; a publicação de Victoria Ocampo & Virginia Woolf: correspondência, da editora Bazar do Tempo. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um livro iconoclasta. Cristina Morales transforma a busca de quatro mulheres com disfunção cognitiva por uma vida mais independente e autônoma em um romance radical na forma, nas ideias e na linguagem.
 
Àngels, Patri, Marga e Nati vivem em um apartamento tutelado em Barcelona, em meio a hordas de turistas, okupas, dança inclusiva, a nova política e o machismo de sempre, cada uma com suas estratégias para enfrentar a realidade e a opressão associadas à sua condição. Elas têm distintos graus de disfunção cognitiva e manifestações diferentes: Àngels (40% de disfunção) tartamudeia, tem sobrepeso e não larga o celular; Patri (52%) sofre de logorreia e se esforça por se adequar ao que quer que seja, embora suas divagações, às vezes, a façam cair em lúcidas contradições; Marga (66%) quer dar vazão a seus impulsos sexuais, reprimidos por todos (há um processo para sua esterilização forçada) e se deprime ao tomar consciência de suas limitações; e Nati (70%), cuja disfunção não é inata e se caracteriza pela síndrome das Comportas que, quando acionadas, a isolam do mundo exterior, tornando-a incompreensível. Cada uma tem suas estratégias para enfrentar a realidade e lutar contra a opressão associada à sua condição, não lhes faltam anseios, personalidade e lampejos de lucidez cortante. A autora não dá às suas protagonistas apenas voz, mas também corpo; a emancipação passa ainda pelo controle do próprio corpo e pela legitimidade dos desejos. O reconhecimento do desejo é tão central quanto o direito à manifestação. A emancipação passa também pelo controle do próprio corpo e pela legitimidade dos desejos — parafraseando Patri, pessoas com diversidade funcional têm direito a uma vida afetiva e sexual plena, saudável e satisfatória. E Morales nos faz ver as personagens à luz de expectativas sociais de adequação, conduta e produtividade, questionando as camisas de força relacionadas às definições de funcionalidade e como a condescendência pode ser uma forma de repressão e apagamento. Acabamos completamente envolvidos com as personagens. Leitura fácil é a tradução de Elisa Menezes que sai pela editora Mundaréu. Você pode comprar o livro aqui.
 
Em novo romance, Nara Vidal conduz seus personagens por vilarejo de Minas Gerais no início dos anos 1930.
 
Até onde pode ir, no início dos anos 1930 em um vilarejo de Minas Gerais, a crueldade que perpassa gerações? Em Puro, Nara Vidal explora, com a maturidade de quem está acostumada a tecer histórias em diversos gêneros, temas duros, sem ter medo de colocar no papel as ações e os pensamentos mais desafiadores de seus personagens. Se, em algum momento, acreditamos ter adivinhado o rumo que a história está tomando, rapidamente a autora nos apresenta mais elementos e descortina um universo que gostaríamos de acreditar que tem poucos paralelos com acontecimentos atuais. Publicação da editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
Escrito logo após A cor púrpura, o aclamado romance de Alice Walker O templo dos meus familiares estreia na José Olympio com nova tradução depois de quase 30 anos fora das prateleiras.
 
Neste livro Alice Walker nos apresenta povos cuja história é antiga e cujo futuro ainda está por vir. Este romance contribuiu para consagrar Walker como uma das escritoras mais importantes dos Estados Unidos. Aqui conhecemos Lissie, uma mulher de muitas vidas; Zedé, uma professora latino-americana condenada por apoiar a revolução de seu país, mas que foge para São Francisco após dar à luz sua filha Carlotta; Arveyda, o grande músico com quem Carlotta tem uma forte conexão, por ambos serem imigrantes; Suwelo, um historiador, e sua ex-esposa Fanny, que se apaixona por espíritos e está em busca da própria libertação. Orbitando essas histórias, estão as avós de Fanny: Celie e Shug, as amadas personagens de A cor púrpura. Definido pela própria autora como “um romance dos últimos 500 mil anos”, O templo dos meus familiares entrelaça o passado e o presente numa complexa tapeçaria de histórias, explorando, com traços do realismo mágico, os temas do colonialismo, da opressão e da recuperação espiritual. Com tradução de Nina Rizzi, o livro sai pela editora Record. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um itinerário pelo pensamento de Margaret Atwood.
 
Esta brilhante seleção de ensaios — engraçados, eruditos, infinitamente curiosos, estranhamente proféticos — busca respostas para questões incendiárias como: Por que as pessoas em todos os lugares, em todas as culturas, contam histórias? Quanto de si você pode doar sem desaparecer? Como podemos continuar vivendo no nosso planeta? O que zumbis têm a ver com autoritarismo? Em mais de cinquenta textos escritos no período entre 2004 e 2021, Margaret Atwood apresenta seu intelecto prodigioso e humor travesso para o mundo e nos relata o que encontra. O período de altos e baixos abordado nesta coleção trouxe uma conclusão para o fim da História, uma crise financeira, a ascensão de Donald Trump e uma pandemia. De dívidas à tecnologia, da crise climática à liberdade, de quando dar conselhos aos jovens (resposta: apenas quando forem solicitados) a como definir a granola, não existe melhor autora para questionar os variados mistérios da existência humana. Questões incendiárias sai pela editora Rocco. A tradução é de Maira Parula. Você pode comprar o livro aqui.
 
Inspirada na história da família, Leïla Slimani vencedora do prêmio Goncourt, aborda em novo romance temas como colonização, racismo, diversidade religiosa e as dificuldades enfrentadas por mulheres.
 
Durante a Segunda Guerra Mundial, Mathilde, uma jovem alsaciana espirituosa, se apaixona por Amine, um belo soldado marroquino do exército francês. Após a guerra, o casal se instala no Marrocos, em Meknés, uma cidade militarizada e com forte presença de colonos franceses. Enquanto Amine se dedica à lavoura e tenta trabalhar as terras rochosas e ingratas herdadas do pai, Mathilde rapidamente se sente sufocada pelo clima e pela cultura do novo país, tão diferente da sua. Sozinha e isolada na fazenda com os dois filhos que o casal vem a ter, ela sofre com a desconfiança que inspira como estrangeira e com a falta de dinheiro. A vida difícil, marcada por tensões sociais e religiosas e pouco lazer, torna os dias penosos, mesmo no seio familiar. Até que, diante da incerteza sobre os resultados do trabalho árduo do marido e cansada de se sentir oprimida, Mathilde tenta encontrar meios de se envolver na nova comunidade. O país dos outros cobre dez anos dessa história turbulenta e sensível, um período que coincide com a ascensão inevitável dos conflitos e da violência que levaram, em 1956, à independência do Marrocos. Ambientado nesse cenário fervilhante, os personagens deste romance constantemente se debatem com o fato de todos se encontrarem “no país dos outros”: franceses, marroquinos, soldados, camponeses e exilados. Sobretudo as mulheres, que vivem na terra dos homens e precisam lutar pela própria emancipação. A tradução é de Dorothée de Bruchard. A publicação, da editora Intrínseca. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um romance de terror feminista, duro, poético e visceral, carregado de rezas, maldições, anjos e santos.
 
Todas as casas guardam a história daqueles que as habitaram. As paredes dessa construção perdida no meio do nada falam de vozes que surgem sob as camas, de santas que aparecem no teto da cozinha, de desaparecimentos que nunca se esclarecem. À luz do dia, os vizinhos evitam suas duas moradoras, mas todos as procuram pedindo ajuda quando se veem desamparados. A avó passa os dias conversando com as sombras que vivem atrás das paredes e dentro dos armários, enquanto a neta, que não residia mais ali, volta a viver na casa após um incidente com a família mais rica do povoado. Agora, desenredando a história do lugar, as duas começam a perceber que as sombras que vivem ali sempre estiveram ao seu lado. Cupim, de Layla Martínez é publicado pela Alfaguara; a tradução é de Joana Angélica d’Avila Melo. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um levantamento histórico inusual: as mulheres chefes no Islã.
 
Em busca de evidências históricas sobre mulheres chefes de Estado no Islã, Fatima Mernissi nos convida a um mergulho no coração do império muçulmano. Atravessando mais de quinze séculos de história e diversos países com variadas culturas, ela descobre estranhos casos de rainhas esquecidas (ou apagadas) pela história oficial. Um levantamento histórico, uma análise sociológica e uma reflexão sobre o poder e seus paradoxos, Sultanas esquecidas: mulheres chefes de Estado no Islã trata de uma questão sempre atual: o estatuto das mulheres e sua emancipação.  Com tradução de Marília Scalzo, o livro é publicado pela editora Tabla. Você pode comprar o livro aqui.
 
REEDIÇÕES
 
A nova edição do livro de estreia de Natércia Pontes traz de volta para as prateleiras seu olhar a um só tempo cômico e trágico, pop e lírico, amoroso e cruel, e pinta um retrato apaixonante de uma cidade.
 
A quitinete onde este livro foi escrito — cravada entre a rua Tonelero e a Barata Ribeiro, no coração de Copacabana — serviu de pouso para uma jovem vinda de Fortaleza que desembarcou no Rio de Janeiro com olhos e ouvidos ávidos em busca de boas histórias. Aos 24 anos, tudo ao seu redor era fascinante: as vitrines, os sebos, as locadoras de vídeo, as lojas de peruca Lady, os bares, os inferninhos. As pochetes, a maquiagem derretida no calor, os chapéus escandalosos, os vestidos de elastano, o esmalte vermelho descascado, os frangos de padaria, os sanduíches gordurosos, o chope na pressão. Entre a prosa e a poesia, o banal e o extraordinário, a crônica e a fotografia instantânea, Copacabana dreams, lançado originalmente em 2012, recebeu altos elogios da crítica e foi finalista do prêmio Jabuti na categoria contos. Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS
 
Julia Lopes de Almeida contista. A editora Com-Arte, ligada ao curso de Editoração da Escola de Comunicação e Artes da Usp prepara uma nova edição de Ânsia eterna, coletânea de 30 contos que refletem a influência do escritor francês Maupassant.
 
Mais Irene Solà. No catálogo da Mundaréu, editora que apresentou a escritora aos leitores brasileiros com Canto eu e a montanha dança. O novo romance com o título provisório em português Te dei olhos e olhaste para as trevas aborda a posição da mulher e as tradições da região catalã.

DICAS DE LEITURA

Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. O sangue dos outros, de Simone de Beauvoir (Trad. Heloysa de Lima Dantas, Nova Fronteira, 224 p.) Um romance que coloca em evidência aqueles temas que consagram a escritora francesa a partir da relação amorosa entre Hélène, uma jovem sonhadora e individualista, e Jean, um rapaz bem-sucedido que decide largar os privilégios da sua classe para ingressar as colunas da frente operária e da causa antifascista. As idiossincrasias do amor sob uma perspectiva feminista e existencialista são um marco nesta narrativa situada na França da década de 1940. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Os rostos que tenho, de Nélida Piñon (Record, 266 p.) O último livro da escritora é também um sensível testamento de sua vida: a infância, o encantamento pela língua portuguesa, a lida com a palavra, os convívios com os seus contemporâneos. Vida e literatura entrelaçadas, à maneira única de uma das nossas mais notáveis escritoras. Você pode comprar o livro aqui
 
3. Novas cartas portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa (Todavia, 352 p.) Pelo menos um dos dois nomes das autoras desta obra deverá ser recordado pelos leitores brasileiros, visto das demais não se publicou até agora nada de sua obra. O fato é que neste livro saído em pleno Portugal fascista — o que valeu censura e prisão das autoras — se operam três subversões ao menos: à ideologia dominante, ao lugar da mulher na sociedade e à própria literatura quando escrevem um livro inovador e inclassificável. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Com a chegada de nova edição das Novas cartas portuguesas aos leitores brasileiros — o livro estava há muito esgotado por aqui — fica o resgate deste registro. Uma entrevista nos anos de publicação original e do grande estopim que foi na cena literária portuguesa ainda dominada pelas forças ditatoriais. Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa em entrevista ao jornalista Fialho Gouveia para a RTP. 
 
E, ainda falando em entrevistas, vale tirar o tempinho para assistir essa conversa entre Simone de Beauvoir e o jornalista Jean-Louis Servan-Schreiber para a televisão francesa no programa Questionnaire, em 1975. 
 
BAÚ DE LETRAS
 
Destacamos as resenhas de obras literárias escritas por mulheres já publicadas no ainda começo do ano de 2024: em janeiro, Pedro Fernandes escreveu acerca do romance Oração para desaparecer, de Socorro Acioli, aqui; em fevereiro, Gabriella Kelmer, resenhou O dia dos prodígios, de Lídia Jorge, aqui; no mesmo mês, traduzimos este texto sobre Kallocaína, de Karin Boye e Sérgio Linard escreveu aqui acerca de Coelho maldito, a estreia de Bora Chung no Brasil; iniciamos março com um texto de Gabriella Kelmer sobre Menos que um, de Patrícia Melo e Guilherme de Paula Domingos estreia no blog com uma resenha de Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie.

DUAS PALAVRINHAS
 
Quem não é historiador poderá ir além e dizer que as mulheres têm brilhado desde o princípio dos tempos […] De fato, se a mulher não existisse a não ser ficção escrita por homens, era de se imaginar que ela fosse uma pessoa da maior importância; muito variada; heroica e cruel, esplêndida e sórdida; infinitamente bela e horrenda ao extremo; tão grandiosa como um homem, para alguns até mais grandiosa.
 
— Virginia Woolf, em Um teto do seu.

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