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Cinco poemas de W. B. Yeats*

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Por Pedro Belo Clara (seleção, tradução e notas) William Butler Yeats. Foto: Howard Coster.     AS AVES BRANCAS   Desejava que fôssemos, amada, aves brancas na espuma do mar! Fatiga-nos a flama do meteoro, antes que se apague e possa escapar; E a chama da estrela do crepúsculo, anil, na baixa linha do céu a tremer, Despertou nos corações, amada, uma tristeza que talvez não possa morrer.   Um cansaço nasce desses dois sonhadores orvalhados, o lírio e a rosa; Ah, com eles não sonhes, amada, com a chama do meteoro, fogosa, Ou a chama da estrela anil do crepúsculo, cintilando baixa quando o rocio cai: Pois desejaria que fôssemos aves brancas sobre a espuma que errante vai.   Incontáveis ilhas me encantam, como Danaan¹ e suas margens sem fim, Onde o Tempo decerto nos esqueceria e a Dor em paz nos deixaria enfim; Em breve, longe da rosa e do lírio, libertos das chamas iríamos estar, Apenas se brancas aves fôssemos, amada, flutuando na espuma do mar!     OS CISNES SELVAGENS DE COOLE   As ár