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Mostrando postagens de abril 20, 2010

A maior flor do mundo, de José Saramago

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Por Pedro Fernandes Não tenho muito o que falar de livros para crianças. E por um motivo apenas: não fui uma criança leitora. Meus pais mal tinham condições de pôr comida à mesa; livro, então, foi sempre uma coisa de luxo. Além do que, semi-analfabetos, esse objeto — exceto a Bíblia que se conservava como proteção sagrada para a casa — nunca lhes serviria para nada. Depois, as escolas pelas quais passei, essas que poderiam ter me incentivado o hábito da leitura, nunca sequer souberam o que era uma biblioteca, coisa que eu propriamente também só fui conhecer na adolescência, quando, na cidade para onde eu ia diariamente estudar, entrei em um cômodo velho com estantes povoadas por alguns livros antigos da literatura nacional e uma centena de Best-Sellers, desses de enredo pré-fabricado para cativar o mais simples leitor com entretenimento barato. Os livros infantis que li foram na adolescência para a fase adulta. Li poucos, é verdade. Na vida adulta, entre essas leitura...