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Mostrando postagens de Março 17, 2008

8 ½, de Federico Fellini

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Crise criativa conduz artista a romper amarras e a se lançar numa viagem estética sem bússola  Em 1963, Federico Fellini levou, com  8 ½ , seu cinema a novos patamares. Se seus filmes “realistas” dos aos de 1950 já possuíam forte carga onírica e pessoal (a protagonista de  Noites de Cabíria , de 1957, era uma referência às mulheres de rua que o diretor conhecera), a partir de  A doce vida  (1960) a subjetividade do diretor só se acentuou. Em  8 ½ , seu filme assumidamente mais autobiográfico e delirante, funde fantasias pessoais no universo do protagonista, Guido Anselmi (Marcello Mastroianni).  Guido é um cineasta quarentão que vive um vazio criativo (tal como Fellini, vítima da mesma situação) e parte para uma instancia hidromineral a fim de encontrar o sentido de sua vida. Vários flashbacks traçam momentos importantes de sua vida, como a repressão católica (outro dado tirado da biografia felliniana) e suas aventuras com mulheres. Estas, por sua vez, empurram