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Mostrando postagens de Agosto 4, 2010

José Saramago, leitor de Ray Bradbury

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“Talvez os livros possam nos tirar um pouco dessas trevas. Ao menos poderiam nos impedir de cometer os mesmos malditos erros malucos!”
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.



Ray  Bradbury ajudou a sedimentar todo um imaginário sobre a vida extraterrestre, sobretudo em Marte. Exemplo notável são suas Martian Chronicles. Seja pela época, quando os olhares se voltavam surpresos pela corrida astronômica, seja pela formação deslumbrada e irregular do leitor autodidata, José Saramago manifestou apreço pela chamada ficção-científica.
Numa crônica de Deste mundo e do outro, “Um azul para Marte”, o escritor português se mostra envolvido por esse tratamento e escreve ele mesmo sua crônica marciana. Este texto integra um conjunto de crônicas reunido no livro antes citado com ars da ficção científica: “Os animais doidos de cólera”, “O planeta dos horrores” e “Um salto no tempo” são alguns deles.
Isso não é uma justaposição. Noutro texto recolhido neste livro, “Cada vez mais sós”, a referência ao m…