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Mostrando postagens de Junho 1, 2016

Uma lista de leituras a partir da biblioteca de Julio Cortázar

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Julio Cortázar em sua biblioteca em Paris, 1975 Uma espécie de anfíbio. Ou talvez um duende que toma forma de um literato importante. Poucos sabem com certeza o que é um cronópio e, ao mesmo tempo, todos sabemos a quem se refere a palavra: esta estranha conjugação de entendimento e incerteza só foi possível na obra de Julio Cortázar, tão experimental até nossos dias num grau superlativo de desafio e performance para o leitor. Não há descrição física destes seres; a única coisa que sabe é que são verdes e voláteis, um tanto sensíveis e idealistas, beirando ao ingênuo e que protagonizam uma série de contos reunidos no livro Histórias de cronópios e famas . Por que isso vem em conta? Sensivelmente como um exemplo desse mundo cortazariano que o autor foi capaz de criar e mesclar com o que há de comum na terra e nós mortais o experimentamos. Como uma mostra de criatividade frente a algo que tem demandado um estudo profundo da crítica interessada em desvelar o misté