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Mostrando postagens de Novembro 8, 2017

Seicho Matsumoto, pai da literatura proletária e policial no Japão

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Por Sergio Vera


Escuta o milagre japonês? Não, não é a multiplicação dos pães e dos Pokémon. Tampouco a (enésima) ressurreição de Son Goku, mas o fulgurante crescimento econômico que o País do Sol Nascente experimentou (alguns estimam algo em torno de 10% do PIB) entre a segunda metade dos anos cinquenta e princípio dos anos setenta e tornou possível, depois de sair devastado da Segunda Guerra Mundial, o Japão se converter numa superpotência em poucas décadas.
Um milagre ultracapitalista financiado pelos Estados Unidos, que provocou a queda do berço de bushido (o férreo código samurai) ante a corrupção política e o abuso de poder. Igualzinho a aqui, mas sem crise.
E o melhor cronista do lado negro desse milagre foi Seicho Matsumoto, o fundador da chamada Escola Social, a primeira corrente genuinamente japonesa na História do País do Sol Nascente.
Kiyoharu Matsumoto, verdadeiro nome do feitor, nasceu numa família muito simples de Kokura, por volta de 1909. Eram tão pobres que o real …