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Mostrando postagens de Dezembro 25, 2017

Os contos natalinos de Charles Dickens

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Por Gilbert K. Chesterton


A literatura quase sempre fracassou quando tentou descrever o estado da felicidade. A tradição, a cultura e o folclore (embora muito mais verdadeiros e confiáveis que a literatura, em geral) poucas vezes acertou com os símbolos de um autêntico ambiente de camaradagem e alegria. Mas aqui e ali sempre se produz a vibração da vox humana. Na tradição, essa essência se produziu sobretudo nas antigas celebrações de Natal. Na literatura, se produziu sobretudo nos contos natalinos de Charles Dickens.
Na celebração histórica do Natal, tal como se observa desde os tempos católicos em certos países nórdicos (e recordemos que nos tempos católicos os países nórdicos eram mais católicos que nenhum outro) existem três qualidades que explicam, no meu entendimento, sua influência sobre o sentido humano da felicidade, especialmente em homens como Dickens. Existem três notas de Natal, digamos, que também são notas da felicidade, e que são esquecidas pelos pagãos e pelos crentes…