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O que podemos pedir às primeiras páginas de um romance?

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Por Natalia Chávez Gomes da Silva


Não existem fórmulas. Nem atalhos. Não existe “escrita for dummies”. Construir uma história requer algo mais que ter na mão algumas situações interessantes e definitivamente mais que um gatilho ou “boa fidelidade” para com o que conta. Não estamos competindo por atenção ou por amor, mas gestando e parindo um ente. As primeiras páginas de um romance não estão aí para vender ou para fazer amizades; não lhe pedimos isso.
Fisicamente, é verdade, por estar mais próxima à capa e porque lemos a partir da primeira página, esse trecho do livro sim tem uma missão “natural”: será o responsável de nos dizer o que interessa. Dirá que tanto o que nos permitirá saber e, como a autoridade que representa o ser na sua origem, deixará muito claro que não podemos pedir algo diferente do que já está nos dando.
O início do romance é um oráculo que responderá a perguntas como as seguintes: por quanto tempo é suficiente ficarmos diante – sobre, ou por trás – de cada persona…