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Orpheu ou 100 anos de um ano que não acabou

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Fernando Pessoa e o segundo número de Orpheu , por Almada Negreiros A revista surgida com o afã de ser uma publicação trimestral sobre literatura não nasceu ao acaso. Ela é produto de outros movimentos que já rondavam o circuito literário português ou é a conjunção de uma quantidade variável de fatores que culminaram na sua criação. Talvez esteja aqui, sem quaisquer misticismo, a raiz de sua eternidade. Em 1910, por exemplo, havia sido publicada outra revista com mesmo afã, A Águia , mas com ambição maior: ser um mensário. Sim, numa época que não deve, de maneira alguma ser confundida com a de hoje (que proliferam revistas para todos os gostos e gêneros literários) era uma revolução ter um periódico, primeiro, com pretensões literárias, segundo, com uma frequência dessas.  As principais figuras desse periódico anterior a Orpheu são Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão e Leonardo Coimbra. Mas, logo fixada à  Renascença Portuguesa , o que poderia ter um caráter renovador