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Como enfrentar Ulysses

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Por E. J. Rodríguez James Joyce   Foi meu pai quem me aconselhou algumas vezes, com ênfase, a leitura de Ulysses . Suas recomendações sempre eram certeiras e sua paixão por este livro mais que evidente – ele havia lido quase de uma sentada a primeira vez e acreditou, crasso erro, que comigo ia acontecer a mesma coisa –, e então tentei mergulhar em sua leitura duas ou três vezes. E duas ou três vezes abandonei o romance depois de ler, ou melhor diria, de tropeçar entre linhas, durante um par de capítulos. Pensava que melhor dedicaria meus esforços a livros menos inóspitos. Há algo no início do Ulysses que pode desfazer o ânimo inclusive dos leitores mais treinados e dispostos. Posso dizer, é o único livro que tive de abandonar não porque fosse um mal livro, mas porque me dava por vencido. Esta é uma sensação que muitos leitores experimentam com este romance, embora exista uma minoria privilegiada, ou sortuda, ou talvez mais evoluída, que consegue mergulhar na obra já nu