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Mostrando postagens de Março 16, 2018

Kárita e Kundera

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Por Rafael Kafka



Quando conheci Kárita, lembrei-me da primeira experiência tida por mim ao ler A insustentável leveza do ser. Eu ainda era o Rafael que lia os livros pensando encontrar uma resposta concreta para os dilemas que se me apareciam na vida e levaria ainda anos para entender que muitas vezes a simples reflexão e exercício de crítica são as respostas melhores por indicarem mudança de olhar e direcionamento para além do óbvio.
A primeira cena narrada deste romance é a de quando o autor supostamente encontra Thomas pela primeira vez. Ele então introduz um elemento muito comum em sua obra: uma reflexão a qual para leitores como o meu eu de 17 anos pode soar um andar em torno de nada para chegar a lugar algum. Curioso que reli o livro um ano depois da primeira vez na qual o lera e passaria dez anos mais ou menos sem ler nada de Kundera, até me deparar com o excelente A imortalidade.
As reflexões existenciais de Kundera passaram a me encantar ainda mais, pois não têm a ambição de…