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Boletim Letras 360º #306

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Iniciamos na sexta-feira, 18 jan. '19, uma chamada para novos colaboradores para o blog. Se você gosta de escrever sobre os livros que lê, ou é amigo de alguém que tem esse interesse, basta conhecer nossa proposta editorial e pode participar. Todas as informações necessárias estão disponíveis neste endereço. Esperamos ansiosos sua inscrição. A seguir, as notícias que copiamos esta semana em nossa página no Facebook. 


Segunda-feira, 14/01
>>> Itália: Encontrada uma cópia de A última ceia, obra-prima de Leonardo da Vinci
Está no convento dos capuchinhos de Saracena, comuna da região da Calábria, província de Cosenza, na Itália. A imitação da obra que Leonardo da Vinci realizou no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, de acordo com o jornal Corriere della Sera, estava no refeitório do monastério e ainda se desconhece o autor e a época em que foi realizada. O recinto data de 1588 e só possível chegar até ele a pé. O lugar teve certa importância entre os séculos XVII…

Amós Oz, de amor e trevas

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Amós Oz, foi o mais internacional dos escritores israelenses. Além de ser um dos nomes sempre lembrados para o Prêmio Nobel, recebeu incontáveis reconhecimentos ao longo de sua trajetória como escritor: o Príncipe de Astúrias, o Prêmio Israel e o Prêmio Goethe são alguns desses importantes galardões.
Tanto em sua prosa de ficção como em sua prosa ensaística, é um escritor fundamental para entender Israel e, mais atrás, as décadas posteriores à criação do Estado de Israel, as raízes de seus conflitos com os povos vizinhos e as tensões entre as diferentes comunidades hebraicas. Dos romances vale citar Conhecer uma mulher, A caixa preta, Fima, Não diga noite, Pantera no porão, O mesmo mar, Meu Michel, Judas, Uma certa paz e De amor e trevas; dos ensaios, Os judeus e as palavras, Mais de uma luz, Como curar um fanático e Rimas da vida e da morte.
“A identidade judaica não tem nada a ver com os genes nem com as raças. Tem a ver com os livros”, afirmou o escritor certa vez. “Meu leitor id…

Boletim Letras 360º #305

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Neste dia 11 de janeiro realizamos o primeiro sorteio de 2019. E anunciamos que o próximo, agora aberto a todos que acompanham o blog, terá como brinde a nova edição de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Fica conosco! O ano está apenas no começo.



Segunda-feira, 07/01
>>> Brasil: Inéditos de Mário de Andrade
A descoberta é de Marina Damasceno de Sá. Em seu doutorado, ela mergulhou nos manuscritos de Mário de Andrade reunidos no Instituto de Estudos Brasileiros e encontrou o fichário no qual o escritor detalha o plano para um livro que queria ser um estudo crítico sobre a poesia no Brasil até os parnasianos – sugestão apontada por Manuel Bandeira numa das cartas de 1925 ao autor de Macunaíma. No pequeno papel cartão, já amarelado pelo tempo, a caligrafia miúda do escritor revela os textos que iriam compor o livro nunca realizado. "A Poetagem Bonita = reunir em volume as críticas que tenho publicado sobre Manuel Bandeira, Gui, Oswald, Ronald, Menotti, Sérgio Milliet…

Roma, de Alfonso Cuarón

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Por Pedro Fernandes


Pode-se dizer que Roma é um ponto fora da linha nas produções de Alfonso Cuarón, se consideramos seus trabalhos de Alfonso Cuarón até agora, embora se saiba que uma certa não-unidade tem se constituído uma marca interessante na carreira do diretor e que há traços estilísticos e temáticos aqui que o relaciona com outros de seus filmes. Ainda mais porque esta narrativa está eivada da presença de outras peças cinematográficas, incluindo títulos como E sua mãe também e Filhos da Esperança, do diretor mexicano.
Mas, não se poderá acusar este ponto fora da reta como uma obra marginal. Pelo contrário. O filme que se apresenta como um retrato autobiográfico de certo período da vida de Cuarón deve figurar sempre, se não como o primeiro, entre os seus melhores trabalhos. As razões para esta conclusão são diversas. Para esta ocasião, basta citar: a desenvoltura da narrativa; a belíssima fotografia; e maneira como a narrativa abriga questões que transitam entre o plano individ…

Boletim Letras 360º #304

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Até sexta-feira, 11, apresentaremos em nossa página no Facebook a primeira promoção de 2019: será uma atividade exclusiva para os leitores que participaram da enquete de fim de ano que perguntava qual o seu livro mais marcante de 2018. Leia o resultado aqui. Enquanto isso, vale rever as notícias que copiamos nesta semana e organizadas neste Boletim; continuamos na marola do recesso. 


Segunda-feira, 31/12
>>> Brasil: Livro vencedor do Man Booker Prize 2018 deve sair até o segundo semestre de 2019
Milkman (ainda sem título em português, mas algo como O leiteiro) é livro de Anna Burns, da Irlanda do Norte. Esta é a primeira mulher deste país a ser distinguida no prestigioso prêmio para as literatura de língua inglesa e a primeira a receber o galardão desde Eleanor Catton, em 2012, com Os Luminares. Anna nasceu em Belfast, em 1962, e só mais tarde se mudou para East Sussex, o condado no sudeste de Inglaterra onde ainda reside. Milkman é narrado em primeira pessoa por uma jovem de …

O que não há para se contar

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Por Guilherme Mazzafera


1. Onde morre um autor nasce um leitor. Essa máxima recém-elucubrada tem gosto de acicate. O autor abdica da criação para a passividade da leitura, como teria feito Philip Roth após Nêmesis? (Com certeza há algo nas gavetas, pronto para a rapinagem editorial). Ou falamos aqui de algo mais sutil, do desvelamento de algo constitutivo que permaneceu à sombra da formalização crítica por demasiado tempo? As invectivas ao leitor (ou ouvinte) não são necessariamente novas e o protagonismo intraficcional deste data ao menos de 1605, quando Miguel de Cervantes Saavedra escolheu um desloucado leitor como herói do que a crítica, ela mesma, convencionou mais tarde chamar de romance. Mas Miguel foi além: na segunda parte do livro, em 1615, os personagens que circundam aquele leitor são, também eles, leitores: leitores da primeira parte e mesmo daquela infausta continuação apócrifa de Avellaneda, de 1614. Onde morre um autor nasce um leitor: ao protagonismo do leitor, antepõe…

Boletim Letras 360º #303

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Esta é a última edição do BO Letras 360º do ano. Esperamos que o tempo nos seja generoso e possamos fazer um 2019 ainda melhor para os nossos leitores; é sempre nosso desejo. Até o dia 26 deixamos aberta em nossa página no Facebook uma enquete que perguntava qual foi sua melhor leitura do ano. O resultado está disponível aqui. Mas, nós guardamos uma surpresa para os participantes. Anunciaremos pela segunda semana de janeiro uma promoção exclusiva, aberta apenas para a participação dos que interagiram conosco. Em breve. No Facebook do Letras também iniciaremos no próximo dia 1º nossa retrospectiva de 2018: destacaremos as posts mais acessadas ao longo do ano. Fiquem de olho. Nosso recesso está rico!


Segunda-feira, 24/12
>>> Dois títulos de Annie Ernaux ganham edição no Brasil, no primeiro semestre de 2019
Os anos é considerado por muitos como a obra definitiva da escritora francesa. Desde quando foi publicado na França é visto pela crítica especializada um clássico contemporâne…