Luis Fernando Verissimo



Semana dessas, Luis Fernando Verissimo apresentou seu mais novo romance em território espanhol. O livro Borges e os orangotangos eternos, homenagem ao autor argentino Jorge Luis Borges, agora foi traduzido, depois de já está nas prateleiras de outras línguas estrangeiras. Pela ocasião citou o seu novo romance, Os espiões, cuja trama se passa no interior do Rio Grande do Sul; para o escritor é este o primeiro livro que auto-encomendou - até então, diz, só escreveu aquilo que os outros lhe encomendaram.

E quantas encomendas! Já são mais de 50 obras publicadas e criação de personagens famosos no imaginário literário do Brasil como o Analista de Bagé ou a Velhinha de Taubaté. O escritor diz que já realizou todos os sonhos da sua vida, inclusive o mais desejado: ter um neto. Nascido em Porto Alegre, o escritor é filho de outro escritor, Erico Verissimo; e a fama desde o primeiro livro foi tanta que se tornou um daqueles casos em que o filho dá nome ao pai: Erico Verissimo o pai de Luis Fernando Verissimo. Alguns, encontrando os nomes assim lado a lado, sem explicação, pode até imaginar que Erico e Luis Fernando são irmãos. O que os distingue é mesmo a literatura: enquanto um esteve atento à história e a escrita do grande épico o outro herdou um  jeito bonachão e bem-humorado com as palavras.

Quando criança, Erico teve de morar fora do Brasil várias vezes. Na primeira ocasião, em 1943, o pai fora lecionar na Universidade Estadual, em Berkely e Los Angeles. Esse trajeto para os Estados Unidos faria novamente mais tarde, em 1953, quando o pai assume o cargo de diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. Somente quando se desprende da família, em 1962, já trabalhando como tradutor e redator de publicações comerciais, que vem morar o Rio de Janeiro, onde conhece Lucia Helena Massa com quem se casa dois anos depois.

Desde então começa sua peregrinação por jornais e revistas do país. Foi colunista nos jornais Zero Hora, Folha da manhã, O pato macho (jornal alternativo criado juntamente com um grupo de amigos que passa a circular em Porto Alegre), Caderno B, do Jornal do Brasil, na revista Domingo, também do Jornal do Brasil, Correio do povo, O globo, além de tornar-se colunista da Veja entre os anos de 1982 e 1989, retomando a função mais tarde.

Essa obra com mais de 50 títulos começa a ser escrita em 1973, ano em que sai publicado pela José Olympio, o seu primeiro livro, O popular. Dois aos mais tarde, sai seu segundo livro de crônicas, A grande mulher. De então vem uma sucessão de lançamentos, dentre os mais importantes estão: 1977, Amor brasileiro; 1978, A mesa voadora; 1979, Ed Mort e outras histórias; 1980, Sexo na cabeça; 1980, Traçando Nova York (livro primeiro de uma série de livros sobre viagem); 1981, O analista de Bagé; 1982, O gigolô de palavras; 1983, A velhinha de Taubaté; 1984, A mulher do Silva e O rei do povo; 1985, A mãe de Freud e Ed Mort, procurando Silva; 1987, O marido do dr. Pompeu e O jardim do diabo (seu primeiro romance); 1990, Peças íntimas; 1992, O suicida e o computador; 1994, Comédias da vida privada; 1997, A versão dos afogados; 2000, Borges e os orangotangos eternos e As mentiras que os homens contam.

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