Boletim Letras 360º #438


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David Foster Wallace. Foto: AFP


 
LANÇAMENTOS

Obra retrata um momento dramático e violento da história recente da Coreia do Sul conhecido como o Massacre das Ligas Bodo.
 
Adaptado de um livro do escritor coreano Choi Yong-tak, Memórias de um Freixo retrata um momento dramático e violento da história recente coreana conhecido como o Massacre das Ligas Bodo. Durante o verão de 1950, logo no início da Guerra da Coreia, as autoridades sul-coreanas organizaram a eliminação de dezenas de milhares de civis, oponentes políticos declarados ou simples simpatizantes, por medo do contágio comunista. Esse massacre, realizado pelo exército e pela polícia sul-coreanos, deixou entre cem e duzentos mil mortos, incluindo mulheres e crianças. Posteriormente, o evento foi deliberadamente obscurecido pela história oficial da Coreia do Sul. Apenas na década de 1990 que valas comuns foram encontradas e alguns perpetradores do crime foram chamados a testemunhar. Nesta história cujo narrador é uma árvore que habita um dos vales onde ocorreram os massacres, o autor mobiliza o leitor por meios gráficos excepcionais através de um conjunto de imagens de beleza sombria e marcante. Kun-woong Park é um autor virtuoso e comprometido, e faz um trabalho de longo prazo que visa exorcizar os erros dos governos coreanos desde a independência em 1945. Com tradução de Jae Hyung Woo, o livro é publicado pela Conrad.
 
Conhecer o Brasil pela literatura.
 
Entre 2019 e 2020, a jornalista e escritora portuguesa Isabel Lucas percorreu o Brasil guiada por autores e livros da nossa literatura. O resultado é Viagem ao país do futuro, livro com 12 ensaios-reportagem editado pela Cepe, em parceria com a associação portuguesa Oceanos. Clássicos como Os sertões, de Euclides da Cunha, e Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, serviram apenas como ponto de partida para Isabel transpor outros caminhos, formando um mapa do contemporâneo literário e sociocultural que encontrou pela frente, em viagens por São Paulo, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belo Horizonte. Esses ensaios foram publicados, mês a mês, no jornal literário Pernambuco, e no jornal português Público. O projeto tem a mesma proposta do livro anterior escrito por Isabel, Viagem ao sonho americano (Companhia das Letras, 2017), sobre seu percurso pelos Estados Unidos. A obra é enriquecida com um diário de viagem ao final de cada um dos 12 capítulos, onde a autora faz anotações e observações de sua viagem que enriquecem sua experiência no percurso pelo Brasil. O livro traz ainda ilustrações assinadas pela designer Karina Freitas. Entre os críticos e escritores que encontrou pelo caminho — seja ele o das páginas dos livros ou em pessoa — estão nomes como Sidney Rocha, Miró da Muribeca, Lourival Holanda, Carlos Heitor Cony, Walnice Galvão, Machado de Assis, Lima Barreto, Sérgio Buarque de Holanda, João Cezar de Castro Rocha, Graciliano Ramos, Ricardo Ramos Filho, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Olívio Jekupé, Mário de Andrade, Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Ailton Krenak, Raduan Nassar, Cristovão Tezza e Dalton Trevisan. (Com informações do Jornal Rascunho)
 
Um conto sobre os laços de afeto entre avós pela perspectiva do neto, escrito com a sensibilidade rara de Valter Hugo Mãe.
 
Um avô que vê o mundo com poucas cores, como se habitasse sempre a noite, e uma avó com um eletrodoméstico junto ao coração, e que fazia do amor um exercício lúcido e diário. Os avós vistos sob a perspectiva do neto. Nas páginas de Serei sempre o teu abrigo, Valter Hugo Mãe nos mostra a sabedoria e a coragem que há no sentimento, e essas palavras são acompanhadas das ilustrações do próprio autor, coloridas sobre fundo escuro, fauna e flora de um ambiente pouco investigado, como é o território dos afetos. O livro é publicado pela Biblioteca Azul.
 
Uma visita ao pensamento de David Foster Wallace.
 
A ficção trata do que é ser uma p*rr@ de um ser humano, afirma David Foster Wallace (1962-2008) — romancista, ensaísta, ironista e mago da vertiginosa autoconsciência —, em um momento de suas investigações sem fim sobre o ofício de escrever. E o leitor deste Antídoto poderá acompanhar muitos outros momentos assim, conduzidos por mentes intrigadas e ávidas por desvendar o pensamento de um dos autores norte-americanos mais talentosos da virada do século. Assim como a sua prosa, trazida à luz em The Broom of the System, de 1987, e amplificada com o monumental Graça infinita, de 1996, suas ideias captam e tentam organizar a profusão de ruídos aos quais estão expostos os habitantes do novo milênio. As entrevistas acompanham os lançamentos literários de Wallace e à medida que passam os anos, e as páginas, é possível perceber respostas mais reflexivas, mais precisas, mais comoventes — como se o autor fosse abandonando a ironia, marca de sua geração, para alcançar aquilo que nos identifica e nos une. David Foster Wallace foi um autor avesso à exposição de sua vida pessoal, o que gerava ainda mais curiosidade no público leitor, e essas linhas funcionam como vias de acesso a uma intimidade inquieta, a uma solidão profunda em busca de qualquer coisa que a espante ou suavize. Um antídoto contra a solidão é publicado pela Editora Âyiné com tradução de Caetano Galindo.
 
Este livro inaugura a Série Clássicos da Literatura Chinesa, fruto de uma parceria da Editora com o Instituto Confúcio da Unicamp.
 
Flores matinais colhidas ao entardecer reúne dez textos em prosa escritos por Lu Xun  em 1926. Conhecida como coletânea de textos reminiscentes, traz registros de memória que ilustram os caminhos trilhados e as experiências adquiridas pelo autor, da infância até a juventude. São, ao mesmo tempo, retratos vívidos do cotidiano do final da dinastia Qing até o início da República na China. Clássico da prosa moderna chinesa, o livro conta ainda com prefácio e posfácio do próprio autor, além de uma apresentação e um texto introdutório, que situam o autor e a obra. Lu Xun (1881-1936) nasceu em Shaoxing, na província de Zhejiang, China. Em 1904 ingressou na Faculdade de Medicina de Sendai, quando começou a participar de uma série de movimentos revolucionários em prol da nação chinesa e da democracia. Em 1911, escreveu seu primeiro conto em chinês clássico, “A nostalgia” (“Huaijiu”), considerado um texto pioneiro da literatura moderna da China. Ocupou cargos administrativos, como ministro adjunto do Ministério da Educação, e foi professor em diversas universidades.
 
Uma ida à parte cruel da segregação.
 
Vítimas de violência política e intolerância religiosa, excluídos mesmo após o batismo forçado, perseguidos pelas primeiras leis racistas, obrigados a emigrar para dentro de si, não mais judeus, mas tampouco cristãos, os marranos são “o outro do outro”. A cisão dilacerante e a duplicidade existencial conduzem à descoberta do eu, à exploração da interioridade. Os resultados são díspares: vão da mística de Teresa D’Ávila ao conceito de liberdade de Baruch Spinoza. Embora inscrito na história, o marrano transcende seus limites, revelando-se o paradigma indispensável para investigar a modernidade política. Tendo sobrevivido graças à clandestinidade, à resistência da lembrança, ao segredo da memória, que se tornou com o tempo a memória do segredo, os marranos não podem ser arquivados. O marranismo nunca terminou. Marranos o outro do outro é publicado pela editora Âyiné.

REEDIÇÕES
 
A Grua Livros reedita com novo projeto gráfico e tradução revista Vida e proezas de Aléxis Zorbás.
 
Aléxis Zorbás é uma das personagens mais marcantes que a literatura já produziu. Tão forte sua presença que, para o grande público, Zorbás supera seu autor, Nikos Kazantzákis – o mais importante autor grego do século XX. Contribuiu para a mitificação da personagem a transposição para o cinema de Vida e proezas de Aléxis Zorbás, com o nome de Zorba, o Grego (1964). A história é narrada por um intelectual grego que, depois de ser chamado de “roedor de papéis” pelo grande amigo Stavridákis, decide lançar-se em uma empreitada arrojada: explorar uma mina de linhito em Creta. Num bar do porto, pouco antes de embarcar, conhece Aléxis Zorbás, a quem contrata para chefiar os trabalhos. Ao chegar à ilha, instalam-se temporariamente na casa de Madame Hortense, uma velha atriz do amor francesa que vive de seu passado e que logo cede aos encantos do empregado-chefe. De dia, enquanto Zorbás comanda os operários na mina, o narrador se enfurna em sua jornada interna banhada pelo mar Líbio e materializada no manuscrito que escreve. À noite, enquanto come a sopa preparada por Zorbás, ele fica a escutar suas histórias, ouvindo-o tocar seu santir, vendo-o dançar as coisas que não consegue expressar com palavras. Suas mulheres, as guerras que viveu, suas certezas, suas dúvidas, suas loucuras. O conflito entre alma e corpo, ou espírito e carne, ou divindade e homem, é um dos pilares da obra de Nikos Kazantzákis. A ele, o narrador é lançado com força através de confrontos de visão de mundo que irão remodelar seu modo de pensar. O resultado é uma nova dimensão de compreensão da alma humana, algo infestado de vida, algo que os livros não puderam lhe dar. Vida e proezas de Aléxis Zorbás consegue ser ao mesmo tempo um romance de aventura, que se lê com febre, e um romance de formação, que transforma. Como em todo grande livro, sua leitura não é apenas uma experiência literária de excelência, é uma experiência de vida. A tradução é de Silvia Ricardino e Marisa Ribeiro Donatiello.
 
OBITUÁRIOS
 
Morreu Tamara Kamenszain.
 
Tamara Kamenszain nasceu em Buenos Aires a 9 de fevereiro de 1947. Iniciou seus estudos em Filosofia, logo abandonados quando foi viver no México em 1979. Autora situada entre a poesia — gênero no qual se fez reconhecida — e no ensaio, desenvolveu várias atividades profissionais: no jornalismo, atuando em mídias como La Opinión e Clarín; na universidade, como professora na Autônoma do México e na Universidade de Buenos Aires. Da sua vasta obra, no Brasil, se publicou O gueto (2003) e O eco da minha mãe (2010) em edição conjunta pela editora 7 Letras com tradução de Carlito Azevedo e Paloma Vidal, em 2012; depois, pela mesma casa editorial e pelas mãos dos mesmos tradutores, em 2015, saiu O livro dos divãs, editado no ano anterior, na Argentina. Neste mesmo ano de publicação aqui do seu segundo livro de poesia, as editoras Azougue e Circuito editam o livro de ensaios Fala, poesia com tradução de Ana Isabel Borges, Renato Rezende e Ariadne Costa. Em 2019 a Zazie Edições editou o ensaio Os que escrevem com pouco, traduzido por Luciana di Leone. Entre os vários prêmios recebidos, está a Medalha de Honra Pablo Neruda em 2004. Tamara Kamenszain morreu a 28 de julho de 2021.
 
Morreu Roberto Calasso.
 
Roberto Calasso nasceu a 30 de maio de 1941, em Florença. Publicou ficção — sua obra de estreia, em 1974, foi L’impuro folle — mas se destacou como exímio e admirado ensaísta. A família de Calasso se mudou para Roma quando ele tinha 12 anos e foi na capital italiana que concluiu toda sua formação, incluindo o doutorado em literatura inglesa. Nos anos sessenta se tornou editor desde a fundação por Roberto Bazlen da Adelphi Edizioni. Só uma década mais tarde publicou seu primeiro livro e mais uma década adiante iniciou sua carreira no ensaio com A ruína de Kasch. Muito da sua obra está publicada no Brasil pela Companhia das Letras e Âyiné; são títulos como As núpcias de Cadmo e Harmonia, Os 49 degraus, A literatura e os deuses, K., A folie Baudelaire, A marca do editor e O ardor. Sua obra que se situa na investigação sobre a relação entre o mito e o surgimento da consciência moderna. Por aqui, seu título mais recente é O inominável atual. Roberto Calasso morreu a 28 de julho de 2021 em Milão.
 
Morreu Pedro Tamen.
 
Pedro Tamen nasceu em Lisboa, onde passou toda sua vida, a 1.º de dezembro de 1934. Estudou Direito na Universidade de Lisboa; foi editor na Moraes, casa onde fez sua estreia literária; tradutor de autores como Gabriel García Márquez, Reinaldo Arenas, Gustave Flaubert, Marcel Proust. Na literatura, se destaca como poeta com Poemas para todos os dias (1956), O sangue, a água e o vinho (1958), Escrito de memória e Os quarenta e dois sonetos (1973), Princípio de sol (1982), Guião de Caronte (1997), Memória indescritível (2000) — estes dois editados no Brasil pela Editora Escrituras — Um teatro às escuras (2011) e Rua de nenhures (2013). Vários desses títulos permitiram-no acessar alguns dos importantes prêmios em seu país, como Prêmio D. Dinis (1981) e o Prêmio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1991). Pedro Tamen morreu no dia 29 de julho de 2021.
 
DICAS DE LEITURA
 
Para a morte basta estarmos vivos. Ou, todo o que vive um dia morrerá. Essas são sempre máximas feitas para algum conforto sobre o mistério da chegada da indesejada das gentes, como qualificou Manuel Bandeira. Como acabam de ler, entre dois dias soubemos da morte de três importantes nomes para a literatura que, pouco ou muito, circulavam entre os leitores brasileiros. Destacamos de um deles, de obra mais prolífica por aqui, e indicamos três títulos para conhecer algo sobre sua obra. Três títulos de Roberto Calasso.
 
1. A literatura e os deuses. Costumam sintetizar o pensamento do intelectual italiano destacando seus trânsitos entre duas temporalidades caras ao ocidente — a do passado clássico e a da contemporaneidade inominável, para utilizar uma expressão-título do livro mais recente de Roberto Calasso publicado por aqui. Pois, se sim, este é um livro de boa entrada na sua obra. São oito ensaios que originalmente foram apresentados como conferências na Universidade de Oxford em 2000 e neles se estabelece um paralelo entre o ressurgimento dos deuses e orientais na literatura europeia do século XIX e a eclosão do romantismo e do que o autor define como literatura absoluta. As leituras aqui reunidas esclarecem como os românticos e os primeiros modernos utilizaram os deuses como metáfora de um mundo que já não era visto de um ponto de vista racional, com princípios e finalidades reconhecíveis, mas que, ao contrário, transformara-se em fábula. A tradução é de Jônatas Batista Neto e está publicada pela Companhia das Letras.
 
2. K. Dos autores sobre os quais Roberto Calasso dedicou uma ensaística de fôlego estão Baudelaire e Franz Kafka, tema desse livro agora recomendado. A prosa de ficção, as cartas e os diários do escritor tcheco são examinados entre a mesma região de impasse assumida como método de leitura nos ensaios de A literatura e os deuses: de um lado, a proliferação de divindades, cenários e versões e de outro, um universo urbano de elementos escassos e histórias que parecem não admitir nem progresso nem desenlace. Em quinze capítulos, o autor demonstra como Kafka intuiu a configuração de poderes e potências que governam o destino do indivíduo moderno criando uma mitologia dos nossos tempos. A tradução é de Samuel Titan Jr. e está publicada pela Companhia das Letras.
 
3. A marca do editor. Sabe-se que Roberto Calasso participou no que podemos designar como momento de renascença do mercado editorial italiano ao atuar numa das casas que se fizeram a mais prestigiosa das editoras na Europa, a Adelphi. Neste ensaio, ele revisita a figura dos grandes editores europeus e estadunidenses do século XX, mostrando a importâncias que desempenharam na formação de um cânone e de um criterioso público leitor capaz de sustentá-lo, cumprindo com algo cada vez mais caro para os nossos, separando o que essencial do que é supérfluo para a literatura. A tradução de Pedro Fonseca está publicada pela editora Âyiné.
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
1. No dia 30 de julho de 2021, passou os 115 anos do nascimento de Mário Quintana, o poeta de Alegrete, que passou os últimos anos de sua vida num hotel e um dos nossos primeiros interessados na pequeneza das coisas. Em março de 2015 deixamos no arquivo de vídeos do Letras no Facebook esta entrevista com o poeta. 
 
2. De Pedro Tamen, vale ir a esta publicação de Paulo Barbosa no YouTube. Trata-se de um documentário produzido e realizado em 1994 que descortina um pouco sobre o mundo do poeta português e da sua obra. 
 
3. Em 2019 a Zazie Edições editou o ensaio Os que escrevem com pouco, da poeta argentina Tamara Kamenszain; o texto traduzido por Luciana di Leone está disponível gratuitamente online nesta entrada da editora. 
 
BAÚ DE LETRAS
 
1. Ainda Pedro Tamen. Em 2015, outro poeta português, o nosso colunista Pedro Belo Clara escreveu sobre Um teatro às escuras, um dos livros mais reconhecidos de Pedro Tamen; editado em 2011, com ele, o poeta recebeu o Prêmio Literário Casino da Póvoa no mesmo ano. O texto foi publicado em duas partes: a primeira aqui; e a segunda aqui.
 
2. Esta semana, na seção de resenhas do Letras, Pedro Fernandes escreveu, no âmbito do projeto de leitura sobre clássicos da literatura brasileira, sobre O Ateneu, de Raul Pompeia. Há muitos anos, quando em início do blog, editamos este perfil sobre o escritor.

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