Um universo de José Saramago, paisagens

Por Pedro Fernandes


José Saramago. Foto: João Francisco Vilhena


O Departamento de Letras do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em parceria com o Grupo de Pesquisa Práticas Discursivas, Linguagens e Ensino (PRADILE), realizará, no período de 15 a 17 de dezembro de 2010, em Açu/RN, o I Simpósio de Letras do Vale do Açu (I SIMLEVA). Por ocasião desse evento estarei ofertando juntamente com a profa. Dra. Maria Edileuza da Costa um Grupo de trabalho. Será também nesse evento que ministrarei, pela primeira vez, um curso sobre José Saramago, sobre o qual deixo a ementa abaixo.

Intitulado de Um universo de José Saramago, paisagens, este curso deve perfazer um esboço sobre as dimensões de uma paisagem que sendo anterior ao homem-escritor é, ao mesmo tempo, também um elemento, senão o principal constituinte de si. Quando falamos em paisagem, não falamos somente da paisagem física (aquela geográfica) ou da paisagem histórico-biográfica, ou da paisagem humana (aquela que aponta no meio da História, solitária, a árvore genealógica do sujeito); falamos, evidentemente, destas, mas também da paisagem ficcional que o escritor ora vai compondo, uma vez que é, no congraçamento desta e daquelas paisagens, mas ainda sem se reduzir a elas, que se abre uma possibilidade para o entendimento do conjunto do seu universo literário. Trata-se, pois, de um minicurso que toma como escopo a obra do escritor português José Saramago e cujo objetivo é o de apontar trajetos e sentidos para um painel-paisagem do universo literário do escritor. Temas como o da crise – da referencialidade, do sujeito, dos espaços, do discurso (historiográfico, religioso, literário) –, da reescrita dos construtos discursivos-históricos-sociais, são fundamentais nesse itinerário. Espera-se colocar em evidência no público a visão de que a literatura saramaguiana põem em relevo estatutos do mundo, seja na sua perspectiva comunicativa – quando inaugura novos modos de narrar –, seja na sua perspectiva temática – reinventando temas ainda caros a humanidade.

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