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Mostrando postagens de Fevereiro 14, 2019

Eliete, de Dulce Maria Cardoso

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Por Pedro Fernandes



Captar o bulício dos dias. Esta é talvez a mais perigosa das atitudes que um escritor pode assumir. Principalmente se os dias forem os constituídos dessa massa amorfa e bestial de existências de mesma tessitura, entre vida real e vida virtual, como nosso tempo. Esta é, entretanto, uma constatação que esconde muitas fragilidades.
Alguém pode se perguntar por aqueles escritores metidos no cânone e que no seu tempo se entreteram com o comezinho e findaram por pintar (e, por isso se tornaram canônicos) um retrato multiperspectívico da história, esta que agora só temos acesso pelas imagens criativas que forjaram – tal como Balzac e sua monumental A comédia humana. Quer dizer, quem somos, quais poderes temos, para dizer que a bestialidade de nosso tempo será ou não motivo para realização da obra literária, ou, como sabermos se esta ou aquela situação é que são as dignas de um romance.
Outro poderá ainda dizer que esta e não outra é, se não a principal, uma das atividad…