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Da rebelia adâmica, o fruto: "Paraíso perdido" em tradução

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Por Guilherme Mazzafera Satan Watching the Caresses of Adam and Eve . William Blake para Paraíso perdido , de John Milton, 1808.  Museu de Belas Artes, Boston. Das lacunas referentes à tradução de clássicos no Brasil, uma das mais gritantes é a ausência de Paradise Lost , obra-prima do poeta inglês John Milton (1608-1674). Publicada originalmente em 1667 e composta por 10.565 versos divididos em doze cantos a partir de sua segunda edição (1674), a epopeia miltoniana sobre a astúcia de Satã e a expulsão de Adão e Eva do paraíso figura de modo inequívoco entre os grandes textos da literatura ocidental. Os leitores brasileiros, em sua maioria, conhecem este belo poema por meio da facilmente encontrável tradução portuguesa do Dr. Antônio José Lima Leitão, e, mais recentemente, tiveram acesso à continuação da obra graças à empreitada coletiva coordenada por Guilherme Gontijo Flores, cujo esforço resultou na publicação de Paraíso reconquistado (Editora de cultura, 2014).