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Camões, um gênio do lirismo amoroso (parte 2)

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Cena de Camões , filme de José Leitão de Barros (1946) A lírica camoniana não se prendeu apenas em questões e nem na forma antigas. Seus sonetos, além da temática amorosa clássica, versaram sobre uma ampla temática e ensaiaram um destronamento do amor enquanto forma abstrata. Parte de seus sonetos preocupou-se em versar acerca do desconcerto do mundo. Com essa temática, o poeta procura mostrar que há um excesso de contradições e falsidade nas coisas do mundo. Aquilo que é observado pode nos levar ao equívoco e, consequentemente, ao sofrimento, uma vez que a razão não parece compreender o desconcerto do que está a sua volta. Correm turvas as águas deste rio, Que as do céu e as do monte as enturbaram. Os campos florescidos se secaram, Intratável se fez o vale, e frio. Passou o verão, passou o ardente estio, Umas coisas por outra se trocaram. Os fementidos fados já deixaram Do mundo o regimento, ou desvario. Tem o tempo sua ordem já sabida; O mundo,